TAP. Costa admite perder dinheiro na privatização 

Primeiro-ministro disse esta tarde no Parlamento que quer transportadora vendida dentro de um ano e espera ver a Lufthansa no negócio.

António Costa admitiu esta quinta-feira no Parlamento que o Estado poderá perder dinheiro com a privatização da TAP, que o primeiro-ministro quer que ocorra nos próximos doze meses, havendo a expectativa de que a Lufthansa concorra.

Respondendo ao deputado da Iniciativa Liberal (IL) Carlos Guimarães Pinto, o primeiro-ministro (PM) disse que "só se fosse irresponsável" é que poderia excluir a possibilidade de a venda da transportadora área não gerar uma receita inferior inferior ao que o Estado já gastou na empresa. E falou também na transportadora aérea alemã: "De toda a sua pergunta, só há uma parte verdadeiramente relevante que é, graças ao facto de a Lufthansa ter devolvido ao Estado aquilo que tinha recebido, estar agora livre, perante a Comissão Europeia, para proceder à aquisição de outras companhias aéreas."

De resto, o debate poucas novidades teve. O PM assegurou que no próximo ano o Governo espera crescimento económico, embora arrefecido pela crise inflacionista. "Não está no nosso cenário qualquer recessão no próximo ano." Questionado sobretudo à esquerda, não avançou medidas de mitigação da inflação por exemplo nos juros no crédito à habitação. Também não alvitrou nenhuma resposta imediata à crise de oferta de residências para estudantes universitários vindos de fora.

À direita, foi confrontado com todos os "casos" que ocorreram dentro da maioria PS nos últimos tempos. O Chega pediu a demissão de nada menos do que três ministros: da Saúde (por ser casado com a bastonária da Ordem dos Nutricionistas), da Economia (por ter sido desautorizado quando propôs uma descida "transversal" do IRC) e da Coesão (por ser casada com um empresário que recebeu fundos comunitários).

O debate foi também marcado por uma revelação da IL, através de João Cotrim de Figueiredo, de que a China teria em Portugal "esquadras" para repatriar chineses procurados pela justiça do seu país. Costa disse que nada sabia da história.

joao.p.henriques@dn.pt

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