Rui Tavares entre os candidatos nas primárias do Livre à Câmara de Lisboa

O historiador e membro fundador do Livre, Rui Tavares, é um dos candidatos às primárias do partido para as eleições autárquicas à Câmara Municipal de Lisboa, num total de sete membros, que nas próximas semanas farão campanha eleitoral interna.

O Livre divulgou, em comunicado, as candidaturas às primárias para Braga, Cascais, Coimbra, Felgueiras, Leiria, Lisboa, Oeiras, Sintra e Vila Real de Santo António.

O partido da papoila é o único a utilizar o método das primárias, que determina que qualquer pessoa pode inscrever-se para votar em candidatos a candidatos eleitorais do Livre.

Entre as candidaturas às primárias do Livre para a câmara da capital destaca-se o nome de Rui Tavares que, em declarações à Lusa, sustentou que está "em pé de igualdade com todos os outros candidatos e candidatas", sendo "importante seguir os debates, seguir as propostas e dar a voz ao colégio eleitoral das primárias".

Na sua apresentação de candidatura, disponível no 'site' do partido, Rui Tavares propõe "quatro grandes missões para a habitação, os transportes, o trabalho e a cultura".

Na habitação, Rui Tavares aponta que "Portugal é o país da Europa ocidental onde se vive com menos conforto, em particular térmico, dentro de casa --- e Lisboa a capital na qual mais casas são mal isoladas ou climatizadas de forma menos eficiente".

"Este é um problema com boas soluções sustentáveis, mas que a maior parte dos nossos concidadãos não consegue pagar. A nossa primeira missão é criar um programa de renovação das casas e locais de trabalho, dando emprego no curto prazo e que nos ajuda a atingir as metas de luta contra as alterações climáticas --- em troca de habitação a preços acessíveis em imóveis cuja renovação tenha sido feita com financiamento público", escreve.

No campo dos transportes, Tavares defende "um novo tipo de rede de transportes versátil, elétrica, ponto-a-ponto e inclusiva". Já para o trabalho, a cultura e o lazer, o pré-candidato quer "ideias novas para edifícios velhos: locais de teletrabalho de proximidade e centros culturais de bairro com possibilidade de uso por associações, pequenas empresas ou ONGs [Organizações Não-Governamentais]".

Questionado sobre as primárias do partido, que têm sofrido alterações nos últimos meses, Rui Tavares adiantou que este processo "sempre teve uma combinação grande de abertura e seriedade" e que "tem em geral decorrido bem, mas é sempre preciso melhorar" e "aprender com o que possa não ter corrido tão bem".

"Portanto, as expectativas para este processo de primárias são grandes, são acima de tudo de fazer um debate no qual impera a cordialidade, a camaradagem", disse, salientando que os pré-candidatos não estão a concorrer uns contra os outros mas sim a formar "uma equipa" para que a esquerda verde europeia "tenha um papel de relevo nas políticas da cidade" de Lisboa - que, na sua opinião, "pode dar um grande exemplo, um grande impulso, para que Portugal procure um novo modelo de desenvolvimento de que precisa para o futuro".

Para além de Rui Tavares são candidatos às primárias para a CML Carlos Teixeira (número dois no círculo de Lisboa nas eleições legislativas de 2019, a seguir a Joacine Katar Moreira), Patrícia Gonçalves (deputada municipal do Livre em Lisboa), Eduardo Viana, Francisco Ferreira, Joffre Justino e Miguel Cisneiros.

Para a Câmara Municipal e para a Assembleia Municipal de Lisboa, as primárias vão decorrer em duas voltas: a primeira volta acontece a 14 e 15 de junho e os seis candidatos mais votados para cada lista passarão à segunda volta, ocorrendo a nova eleição em simultâneo com as eleições nos restantes locais, a 23 e 24 de junho.

O Livre tem o seu X Congresso marcado para os dias 24 e 25 de julho, no qual irá apresentar os seus candidatos autárquicos, terminado o processo das primárias.

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