R(t) está a subir (mas menos do que Marcelo disse a Rio)

Ao contrário do que Marcelo terá alegadamente dito a Rui Rio, o Índice de Transmissibilidade [R(t)] não subiu para valores "acima de 0,9" mas sim para 0,8. Seja como for, continua a subir.

O R(t) (Índice de Transmissibilidade) está agora em 0,8, segundo o boletim divulgado esta manhã pelo INSA (Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge).

"A média do R(t) para os dias 03-03-2021 a 07-03-2021 foi de 0,80, estando o seu verdadeiro valor compreendido entre 0,79 e 0,81 com 95% de confiança."

Os dados mostram que o R(t) continua a subir. No boletim de 5 de março o valor era de 0,71.

Sendo 0,8, o valor está a uma décima acima dos 0,9 anunciados quarta-feira pelo líder do PSD, Rui Rio, que invocou ter sido informado desse valor numa conversa com o Presidente da República.

Na quarta-feira, Rio disse ter ouvido do Presidente da República "uma notícia má": que o índice de transmissão está a subir e já estava acima de 0,9.

E isso, prosseguia o líder do PSD, significaria que se esta perto de não se poder iniciar um processo de desconfinamento: "Quando o R está acima de 1, significa que a pandemia está a crescer (...) Se o R passa o 1, penso que aí não há condições para fazer nada", disse.

O INSA afirma que "todas as regiões do país apresentam a média do índice de transmissibilidade (5 dias) abaixo de 1, sugerindo um claro decréscimo da incidência de SARS-CoV-2". Numa segmentação geográfica, os valores atuais são os seguintes:

Nacional: 0,80

Continente: 0,76

Norte: 0,77

Centro: 0,78

Lisboa e Vale do Tejo: 0,75

Alentejo: 0,72

Algarve: 0,68

Açores: 0,95

O boletim não inclui dados da Madeira "devido à introdução de um elevado número de notificações em atraso na base de dados do SINAVE, o que impede uma interpretação correta dos resultados".

O INSA afirma que "desde dia 10 de fevereiro que se observa um estabilizar do R(t) com um ligeiro aumento, de 0,61 para 0,84 (em 7 de março), o que sugere um desacelerar da tendência de decrescimento da incidência de SARS-CoV-2".

O boletim do INSA detalha também o taxa de incidência acumulada a 14 dias por 100 mil habitantes, sendo a valor nacional de 110,3, um valor considerado seguro (começa a tornar-se preocupante a partir de 120).

Segmentando geograficamente, os valores são os seguintes:

Nacional: 110
Continente: 97,5
Norte: 75,8
Centro: 88,3
Lisboa e Vale do Tejo: 125,5
Alentejo: 94,9
Algarve: 85,3
Açores: 40,8

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