Rio apela aos eleitores que votem a pensar na "governabilidade" do país

"Os eleitores vão ter de pensar muito bem antes de votar, porque para lá da sua simpati"a pelo partido A ou B, também têm de pensar na governabilidade do país", afirmou Rio, acrescentando que nem quer saber se este assunto lhe lhe dá ou tira votos na disputa interna com o eurodeputado Paulo Rangel.

O presidente do PSD e recandidato ao cargo apelou esta quinta-feira aos eleitores para que "pensem bem" antes de votar nas legislativas e o façam não apenas por simpatia partidária, mas também a pensar na "governabilidade e estabilidade do país".

No final de uma reunião na UGT, Rio voltou a apontar como "primeira prioridade", se liderar um Governo do PSD, "mais e melhores empregos e salários" e, questionado sobre a situação de instabilidade política nos Açores, preferiu apontar às legislativas de 30 de janeiro.

"Os eleitores vão ter de pensar muito bem antes de votar, porque para lá da sua simpatia pelo partido A ou B, também têm de pensar na governabilidade do país, que se torna muito mais difícil se tivermos muitos partidos e muito fragmentados", disse.

"Todos têm direito a candidatar-se, o voto é livre e as pessoas vão votar bem, mas antes de votarem têm de pensar nessas consequências", alertou.

Questionado se, caso vença as eleições internas de 27 de novembro no PSD, o apelo ao voto útil será um dos motes da campanha para as legislativas, Rio recordou que, no que classificou de "pré-campanha" desde a dissolução do parlamento, tem-se focado muito no tema da governabilidade.

"Para o bem e para o mal, para me atacarem e para me apoiarem, e com a clareza toda que devemos ter antes das eleições para depois não haver surpresas", frisou, dizendo não fazer "a mínima ideia" se este tema lhe dá ou tira votos na disputa interna com o eurodeputado Paulo Rangel.

Rui Rio foi também questionado sobre a decisão, hoje noticiada ao final da tarde, de o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, não voltar a ser deputado na próxima legislatura.

"Está a dar-me uma novidade. É uma pessoa que conheço há muitos anos, quando fui deputado pela primeira vez, nos anos 90, eu era o coordenador do PSD na área da Economia e ele o do PS. Não tenho de comentar, é uma opção", afirmou.

Questionado se tem na cabeça alguma personalidade, do lado do PSD, que desse um bom presidente do parlamento, no caso de o partido vencer as legislativas, Rio prometeu pensar no tema.

"Vou pensar nisso seguramente, na altura em que as listas forem feitas também temos de pensar nisso", acrescentou.

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