Reeleito, André Ventura quer "ganhar a rua à esquerda"

André Ventura, reeleito hoje como presidente do Chega, estabeleceu como um dos objetivos do seu mandato "ganhar a rua à esquerda" e advertiu que só os portugueses podem estabelecer "linhas vermelhas" quanto a futuras coligações.

"Defino como 2.º grande objetivo do meu mandato ganhar a rua à esquerda em Portugal", afirmou André Ventura, no seu discurso logo depois de conhecidos os resultados da eleição para presidente da Direção Nacional, à qual era candidato único.

Perante os cerca de 600 delegados, o líder transmitiu a mensagem que tinha passado aos jornalistas ao início da manhã quanto a uma possível solução governativa de futuro.

"Eu quero que todos compreendam que a mensagem que sai deste congresso é uma e só uma: nós queremos ser Governo em Portugal, mas não estamos dispostos a 'geringonças' de direita porque elas nunca funcionaram e connosco também não vão funcionar", salientou, defendendo que, após as próximas eleições legislativas, "a direita terá uma escolha, ou há governo com o Chega ou não há governo de todo".

André Ventura considerou também que "escusam de continuar a falar em linhas vermelhas, azuis ou verdes".

"Para nós há apenas uma entidade que estabelece quais são as linhas vermelhas, e essa entidade não se chama Luís Montenegro [líder do PSD], nem Rui Rocha [líder da IL] nem Augusto Santos Silva [presidente da Assembleia da República], nem António Costa [primeiro-ministro], chama-se povo português e só ele estabelecerá as linhas vermelhas de Portugal e do partido Chega", garantiu.

Ventura foi hoje reeleito líder do Chega com 98,3% dos votos, 0,9% votos brancos e 0,8% votos nulos.

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