Presidência da UE. Portugal preparado para liderança presencial e virtual devido à covid-19, diz Costa

Devido à pandemia de covid-19, Portugal vai concentrar no fim de semana de 7 e 8 de maio "momentos-chave" da presidência portuguesa da UE, afirmou o primeiro-ministro.

O primeiro-ministro, António Costa, disse esta quinta-feira que Portugal está "preparado" para uma presidência da União Europeia (UE) presencial e também virtual, dado o agravamento da covid-19 na Europa, razão pela qual concentrou num fim de semana os "momentos-chave".

"Estamos preparados para uma presidência [da UE] presencial, mas também para uma presidência virtual e foi por essa razão que tentámos concentrar para os dias 7 e 8 de maio, no Porto, os momentos-chave" deste semestre, afirmou o chefe de Governo, falando num encontro digital com correspondentes internacionais.

Nesta sessão 'online' -- que normalmente é presencial e ocorre durante a visita da imprensa estrangeira ao país que acolhe a presidência rotativa da UE --, António Costa destacou que um desses momentos acontece a 7 de maio e é a "Cimeira Social [...], que vai dar um apoio importante ao plano de ação que a Comissão Europeia vai apresentar no final de fevereiro".

Para 8 de maio está marcado o "Conselho informal que diz respeito ao Pilar Social" e, no final desse dia, realizar-se-á a cimeira entre a UE e a Índia.

"Em dois dias, vamos fazer a Cimeira Social, o Conselho informal e a cimeira com a Índia, isto para evitar as dificuldades que todos conhecemos no que diz respeito aos eventos presenciais em altura de pandemia", concluiu o primeiro-ministro.

"Toda a gente está ansiosa pelo fim da crise e para eliminar a covid-19 já hoje, mas infelizmente isso não é possível"

As declarações foram feitas numa altura em que o números de casos de covid-19 sobe acentuadamente em toda a Europa, nomeadamente em Portugal, e em que alguns países equacionam readotar medidas mais restritivas, após as festividades de final de ano.

Também por estes dias está em marcha a vacinação dos cidadãos da UE, com os fármacos desenvolvidos pela Pfizer e BioNTech, esperando-se que na próxima semana o mesmo aconteça com a vacina da Moderna, aprovada esta quarta-feira pelo regulador europeu.

Neste encontro virtual com jornalistas, António Costa destacou o "esforço incrível" feito pelos investigadores, que "desenvolveram uma vacina em tempo recorde", e pela indústria farmacêutica, que "foi capaz de produzir milhões de doses".

Porém, admitiu que a pandemia de covid-19 "não desaparece com o estalar dos dedos", ainda que partilhe "a mesma ansiedade" que os cidadãos para que isso aconteça.

"Toda a gente está ansiosa pelo fim da crise e para eliminar a covid-19 já hoje, mas infelizmente isso não é possível", reiterou.

Portugal assume este semestre a presidência rotativa da UE.

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