Exclusivo Pedro Santana Lopes. Há mais de 40 anos a "andar por aí"

Já foi quase tudo, tentou ser mais, averbou umas quantas vitórias e muitas derrotas pelo caminho. Será provavelmente o político português a quem mais vezes foi vaticinado o seu fim político, mas Santana Lopes volta sempre. E agora, pela primeira vez na condição de independente, quer voltar à Figueira da Foz.

No mesmo dia, à mesma hora, uns anos depois. Cá estou". Com estas palavras, Pedro Santana Lopes deu no domingo o pontapé de partida para a (re)candidatura à Câmara da Figueira da Foz, um regresso a um lugar onde diz ter sido feliz. Entre o contexto atual e o de há 24 anos há pouca comparação possível - pelo caminho Santana ganhou Lisboa, foi primeiro-ministro, perdeu umas legislativas, desfiliou-se do PSD, fundou um novo partido e desfiliou-se entretanto. Mas há um ponto que é constante: a capacidade de regressar uma e outra vez.

A nenhum político português se aplicará com mais propriedade a célebre frase de Mark Twain - "As notícias da minha morte são francamente exageradas". Dado como politicamente acabado inúmeras vezes - por amigos e inimigos - Santana regressou sempre. E se a derrota e posterior saída do PSD, e o falhanço do novo partido Aliança, pareciam fazer crer que Santana Lopes finalmente esgotara as suas muitas vidas políticas, aí está o antigo primeiro-ministro a desmenti-lo. Pegando numa frase famosa da política nacional (da autoria do próprio) Santana continua a "andar por aí".

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