O ex-ministro social-democrata Nuno Morais Sarmento apelou este sábado, numa intervenção que mereceu ovação no 41.° Congresso do PSD, a criação de "uma base comum" com a Iniciativa Liberal, o CDS e "o que resultar das eleições no PS", para acrescentar um "élan" a Luís Montenegro na corrida à vitória nas legislativas de 10 de março de 2024..Morais Sarmento lamentou que não tenha sido possível fazer uma coligação pré-eleitoral, mas ressalvou que não vê que "haja impedimento" de que seja possível, ainda antes das legislativas, "agregar nessa base de entendimento uma diversidade de opiniões que permita aos eleitores reforçar a convicção de que é possível uma maioria não-socialista em Portugal"..Para o antigo ministro dos governos de Durão Barroso e de Pedro Santana Lopes, basta aos partidos que não pretendem entendimentos com o PS, Bloco de Esquerda e PCP dizerem que "estarão dispostos para encontrar caminhos comuns connosco e restantes forças da direita democrática".."Tal como Durão Barroso é o homem que nunca seria primeiro-ministro, e foi; tal como Carlos Moedas é o homem que nunca seria presidente da Câmara de Lisboa, e é; Luís Montenegro é o homem que nunca seria primeiro-ministro, e será o vencedor, ele e o PSD, nas próximas legislativas", disse o ex-governante, que iniciou a intervenção a oferecer a chamar o líder social-democrata para lhe oferecer um pin que Francisco Sá Carneiro usou na sua primeira vitória e que uma militante do partido lhe pediu que entregasse a Montenegro para servir de talismã para a vitória nas legislativas..Morais Sarmento incitou o PSD a não desviar a sua atenção das legislativas daqui até 10 de março, bem como de ter presente que "o nosso adversário é o PS". Isto porque, previu o ex-dirigente, que enfrentou graves problemas de saúde, "muito vai acontecer" no combate interno no PS, no processo judicial que está a correr e na relação entre Presidente da República e Governo..Muito crítico em relação a António Costa por "falar num processo-crime que não existe e na possibilidade de ser constituído arguido que não está em cima da mesa", Morais Sarmento lamentou que "os compagnons de route exijam que a investigação a António Costa termine antes das eleições", ilibando o primeiro-ministro demissionário e "apagando" o processo judicial que envolve o seu chefe de gabinete, o melhor amigo e vários ministros. "Numa fuga em frente, António Costa não hesitou em pôr em causa o funcionamento das instituições fundamentais do nosso sistema", acusou..Sobre Pedro Nuno Santos, Morais Sarmento ressalvou que "uma coisa é a geringonça por necessidade e outra é a geringonça por opção", com potenciais parceiros de governação que "continuam a negar a União Europeia, a defender a saída da NATO e a apoiar a Rússia na guerra da Ucrânia"..Pouco depois, com um vídeo de apoio de líderes do Partido Popular Europeu a Luís Montenegro, subiu ao palco José Luís Arnaut, outro ex-ministro social-democrata, que advertiu para a máquina de campanha e de branqueamento do PS". E deixou como metas para as legislativas de 10 de março que o PSD ganhe as eleições e que "haja pelo menos 116 deputados à direita do PS".