Montenegro quer movimento do tipo "estados gerais" para criar programa para 2026

Candidato à liderança do PSD chamou-lhe "Movimento Acreditar".

O candidato à liderança do PSD Luís Montenegro comprometeu-se a criar o 'Movimento Acreditar', uma plataforma de discussão política com a sociedade, para elaborar o programa eleitoral para 2026 nos próximos dois anos.

"Entre 2024 e 2026 o PSD concentrar-se-á em apresentar as suas alternativas, não deixando essa divulgação e esclarecimento aprofundado apenas ao período pré-eleitoral", refere a moção "Acreditar", hoje entregue na sede nacional e divulgada.

A moção aponta como objetivos eleitorais a vitória em todas as eleições a realizar entre 2023 e 2026, sem excluir entendimentos pré e pós-eleitorais nas eleições da Madeira e dos Açores "que os órgãos regionais do partido entendam seguir".

Na moção de 66 páginas, apontam-se cinco grandes medidas para "lançar um novo ciclo no PSD", entre as quais a criação de uma academia de formação política (a que o partido dedicaria 15 a 20% do seu orçamento corrente) e a transformação do atual Conselho Estratégico Nacional "no grande 'think tank' do espaço não socialista", juntando os vários gabinetes de estudo que proliferam no PSD e criando um Centro de Produção de Políticas Públicas.

Promover um processo de revisão estatutária - que pondere a abertura do universo eleitoral a todos os militantes do PSD (sem depender do pagamento de quotas) e até o modelo de eleição do líder - e reformar a presença e interação física e digital do PSD com os portugueses são outros dois compromissos, a par do lançamento do Movimento Acreditar, cujo coordenador terá assento nas reuniões do núcleo duro da direção.

"O Movimento Acreditar será a plataforma de discussão política com a sociedade, as suas instituições e personalidades, onde os atores partidários interagem com pessoas independentes, com vista a elaborar um programa eleitoral nos próximos dois anos. Este movimento segue o modelo de 'Estados Gerais' como forma de enriquecer o projeto político do PSD 2026", explica a moção.

Desta forma, os dois últimos anos da legislatura - e que já não fazem parte do próximo mandato de dois anos do próximo presidente do PSD - seriam dedicados à "divulgação e esclarecimento aprofundado" das propostas eleitorais desenvolvidas entre 2022-2024.

No capítulo dedicado aos objetivos eleitorais, assume-se que o mais central será "preparar desde já o PSD para vencer as eleições legislativas de 2026", mas sem desfocar dos atos eleitorais anteriores.

Para as eleições regionais, que se realizam na Madeira em 2023 e nos Açores em 2024, a moção aponta como objetivo que o PSD continue a ser Governo, sem rejeitar entendimentos pré e pós eleitorais.

Também para as europeias de 2024 se aponta como objetivo eleitoral do PSD "ser o partido mais votado" e "fazer crescer" a representação do partido no Parlamento Europeu, que atualmente é de seis eurodeputados.

Para as autárquicas de 2025, refere-se igualmente como objetivo a vitória - "recuperar a liderança da ANMP e da ANAFRE" - e anuncia-se a criação "desde já de uma equipa de coordenação", cujo principal responsável também terá assento na Comissão Permanente.

As eleições diretas do PSD realizam-se em 28 de maio e são candidatos anunciados Luís Montenegro e o antigo vice-presidente Jorge Moreira da Silva.

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