"Montenegro é uma espécie de heterónimo político de Passos Coelho", diz Carlos César

Para o socialista Carlos César, "este congresso é sobretudo marcado por uma ideia", ou seja, "a de que futuro do PSD é o regresso ao passado".

O presidente do PS, Carlos César, acusou este domingo o novo presidente do PSD, Luís Montenegro, de ser "uma espécie de heterónimo político de Passos Coelho", considerando que o futuro dos sociais-democratas "é o regresso ao passado".

"Luís Montenegro é por isso um líder por conta, um líder em representação, Luís Montenegro é uma espécie de heterónimo político de Passos Coelho", disse Carlos César, que liderou hoje a comitiva do PS que esteve no encerramento no 40.º Congresso do PSD, no Pavilhão Rosa Mota, no Porto.

Para o socialista, "este congresso é sobretudo marcado por uma ideia", ou seja, "a de que futuro do PSD é o regresso ao passado".

Confrontado com a posição assumida pelo novo presidente do PSD contra o referendo da regionalização de 2024 devido à situação atual, Carlos César respondeu que aquilo para que "o PS não está disponível é para não fazer reformas no país".

"E, portanto, este espírito reformista está também associado aos avanços que nós queremos e que vamos ter do ponto de vista da descentralização, do ponto de vista da regionalização. Se o PSD se constituir como um travão a essas e outras reformas, isso não impedirá que façamos a nossa progressão e que concretizemos essas reformas", enfatizou.

Já quanto às medidas concretas, o dirigente socialista considerou que "são muito poucas" e mesmo uma das anunciadas, um programa de emergência social, trata-se de um "decalque, uma cópia de todas as medidas que o atual governo já aplicou".

"Luís Montenegro é um totalista da maioria de direita que retirou aos portugueses o subsídio de Natal, de férias, que fez diminuir os salários e é estranho que neste discurso de encerramento, Luís Montenegro fale da necessidade de apoiar os idosos ou as pensões, quando em 2015 foi o PSD de Luís Montenegro, era um dos rostos mais notórios, pretendia retirar 600 milhões de euros às pensões dos nossos reformados", acusou.

Carlos César criticou ainda a "obsessão doentia pelo PS e pela crítica ao Governo do PS" e considerou que no que ao "país interessa foi muito escassa a contribuição deste congresso e também do discurso do líder do partido hoje".

"O PSD referencia-se como um partido que vive numa espécie de submundo político de derrotismo e do catastrofismo ignorando aquilo que tem sido um esforço real na sociedade portuguesa de progresso e de solidariedade", apontou, considerando que o partido "vive um pouco desfocado da realidade".

Já pelo PCP, representado pelo dirigente Jaime Toga, não é do congresso do PSD que "saem as respostas e as soluções de que o país precisa" e o que se destaca da reunião magna dos sociais-democratas é "o esforço do PSD em recuperar rumo político que marcou a sua ultima governação, um rumo de empobrecimento, de ataque aos salários, de afundamento nacional".

Segundo Jaime Toga, "por muito que o PSD queira afirmar que é oposição do PS o que se tira deste congresso é que nas linhas essenciais não se distingue daquela que é a politica e a incapacidade deste governo do PS em resolver os problemas do país", dando o exemplo da regionalização e do processo de descentralização de competências.

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