Medina não vai substituir Sérgio Figueiredo

O ministro das Finanças não vai procurar outra pessoa para exercer as funções de consultor de políticas públicas, depois da renúncia ao cargo de Sérgio Figueiredo.

O cargo foi considerado por Fernando Medina como sendo uma "necessidade específica do Ministério das Finanças", mas o responsável pela tutela não vai substituir Sérgio Figueiredo, ex-diretor de informação da TVI, que renunciou às funções de consultor de políticas públicas, avança o Expresso.

Figueiredo não chegou a assinar contrato para desempenhar as funções de consultor do Ministério das Finanças, uma contratação polémica desde que foi noticiada pelo jornal Público, devido aos moldes em que ocorreu, por ajuste direto, aos valores envolvidos - iria ter uma remuneração ao nível de um ministro - e a um eventual conflito de interesses.

Perante a polémica, a 17 de agosto, o também ex-administrador da Fundação EDP, Sérgio Figueiredo, anunciou a renúncia ao cargo. "Não há outra forma de o dizer: desisto. Ficou insuportável tanta agressividade e tamanha afronta, tantos insultos e insinuações", lia-se num artigo de opinião publicado no Jornal de Negócios.

Medina lamentou "profundamente" a decisão, mas afirmou compreender as razões de Sérgio Figueiredo. "Considero que a melhoria da qualidade da decisão através do contacto regular e informado com os principais agentes económicos e sociais do país é uma necessidade específica do Ministério das Finanças, que acrescenta às avaliações já desenvolvidas por outros organismos públicos", escreveu, em comunicado, o ministro das Finanças, após ser conhecida a renúncia de Figueiredo.

Após contactar o Ministério sobre se iria contratar alguém para o lugar, sem obter resposta, o semanário apurou que, afinal, Figueiredo não será substituído. Um assunto que é dado como "encerrado", tanto no Ministério como no Governo.

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