Livre. Listas adversárias convergem no crescimento do partido

Livre está reunido em Coimbra no XII congresso para eleger as estruturas dirigentes para os próximos dois anos.

As líderes das duas listas candidatas à liderança do partido apresentaram hoje os seus compromissos para os próximos dois anos em que o ponto comum é a "afirmação e crescimento" do partido no país e na Europa.

"A lista A candidata-se com um objetivo claro, construir o futuro do Livre e a forma como construímos a nossa estratégia global espelha bem isso, espelha bem a forma como queremos fazer, através do contribuo de dezenas de camaradas, quase uma centena, após um desafio público lançado por Rui Tavares", assumiu a cabeça de lista, Teresa Mota.

A líder da lista A à liderança do partido Livre, para o biénio 2022/2024, que realiza o seu 12.º congresso até domingo no Convento de São Francisco, em Coimbra, defendeu que "construir o futuro implica conhecer o passado" e lembrou que "ao fim de oito anos de existência o Livre está de volta à Assembleia da República (AR) e tem mais eleitos locais do que nunca".

"Neste mandato queremos apostar em capacitar o partido, fazendo jus à nossa capacidade enquanto partido parlamentar e isso implica um grupo de contacto com capacidade de intervenção, mas também uma capacitação de todos os outros órgãos do partido", assumiu Teresa Mota, que destacou os "núcleos territoriais".

Outro dos destaques da candidata é a "comunicação pela positiva, com foco nas ideias do partido" e "em publicações como fazem os congéneres de outros países", mas também quer "voltar a percorrer o país e promover sessões presenciais sobre o modelo de desenvolvimento" que o partido defende e quer "sistematizar" neste mandato.

Uma consolidação do partido que o 'número dois' da lista A, atual deputado da AR pelo Livre, Rui Tavares, quer concretizar ao afirmar que vai "cumprir a promessa" feita na última campanha eleitoral".

"Hoje quando vinha para este congresso vi as primeiras papoilas [símbolo do partido], as primeiras quatro ou cinco que resistiram ao frio e nos próximos meses vamos ver muitíssimas mais", começou por dizer Rui Tavares, para de seguida lançar um desafio a todos os elementos do partido.

O desafio é para "nos primeiros 100 dias de mandato do novo grupo de contacto, onde estarão elementos da Lista A e Lista B", num modelo de trabalho que vai sair pela primeira vez deste congresso, serem "todas e todos Livre para que aquelas quatro ou cinco papoilas possam ser muitos milhares".

Da Lista B, subiu ao púlpito a líder Patrícia Robalo, que assumiu que tem como principal objetivo a "vontade de renovar e fazer crescer o Livre", num ponto que une as duas listas, sendo que a Lista B se centrou mais no crescimento focado na Europa.

"Este é um momento de viragem para o Livre. (...) Como renovar ideias e vozes, como fazer crescer o Livre para que consiga influenciar as decisões estratégicas e as políticas públicas em Portugal e na Europa, como concretizar o que defendemos em toda a linha na nossa ação política. Para nós não existem fronteiras para os valores democráticos ou delimitações sobre debate político, esse é o compromisso da lista B", assumiu.

Patrícia Robalo defendeu ainda que "o combate ao populismo e à degradação do debate público faz-se com uma política renovada, pessoal e colaborativa, consciente e inquieta aberta a todas e a todos".

"Queremos reforçar o Livre trabalhando ativamente para um partido com várias caras e várias vozes. Queremos que todas as pessoas tenham igual oportunidade de se fazer representar e de serem ouvidas", assumiu a candidata que assumiu o compromisso de "mais lideranças e menos bastidores para as mulheres".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG