Exclusivo Juventudes partidárias rejeitam serviço militar obrigatório. "Seria um retrocesso"

Perante o número cada vez menor de efetivos nas Forças Armadas, tornar a carreira militar apelativa é um desafio. Marcelo e ministra já descartaram regresso do serviço militar obrigatório, mas hipótese está prevista na Constituição.

A falta de efetivos é uma realidade, mas voltar ao serviço militar obrigatório (SMO) está fora de questão. Para as juventudes partidárias, é uma hipótese que nem se coloca, já depois de a ministra da Defesa e do Presidente da República terem fechado a porta a essa possibilidade. "Voltar a torná-lo obrigatório é um retrocesso civilizacional. Não só não faz sentido como não se justifica", disse ao DN Sofia Lopes, dos Jovens do Bloco. Também Miguel Costa Matos, deputado e líder da Juventude Socialista, revela ser "contra a restituição do SMO" e, na sua perspetiva, "a ministra da Defesa soube muito bem afastar essa hipótese na sua audição parlamentar". Para Rafael Pinto, da juventude do PAN, coloca-se também outra questão: "Se já é tão difícil para os jovens saírem de casa dos pais, voltar ao serviço militar obrigatório tornaria tudo ainda mais complicado."

Por outro lado, Pedro Schuller, responsável pela juventude na Comissão Executiva do Iniciativa Liberal, considera uma "complicação" juntar democracia e serviço militar obrigatório na mesma frase. "É muito importante proteger as Forças Armadas, que são um garante de segurança do Estado. A falta de efetivos não deve ser combatida com algo obrigatório, mas sim através da contratação." Esta perspetiva é partilhada, inclusive, pelo chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Gouveia e Melo, que, em entrevista ao DN/TSF, referiu que não lhe agrada "qualquer ideia que seja obrigatória", com Portugal a caminhar "num determinado caminho" em que "é muito difícil voltar para trás." No entanto, a JCP, pela voz de Afonso Sabença, tem uma posição contrária: "Sempre defendemos, até de forma isolada, o serviço militar obrigatório como um garante da sobrevivência das Forças Armadas, até para dar uma perceção diferente sobre o seu papel na sociedade."

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