Francisco Louçã considera Câmara de Lisboa "disputa muito importante"

O antigo líder nacional do BE considerou que Beatriz Gomes Dias "pode dar um contributo extraordinário", frisando a importância do PS não ter maioria absoluta

O fundador do Bloco de Esquerda (BE) Francisco Louçã considera a câmara de Lisboa "como uma disputa muito importante" nas eleições autárquicas de 26 de setembro, escusando-se a fazer comentários "sobre o jogo político" de acordos de governação.

"Lisboa é uma disputa muito importante", começou por explicar Francisco Louçã, que este sábado acompanhou, numa arruada em Benfica, a candidata do Bloco de Esquerda à presidência da Câmara de Lisboa, Beatriz Gomes Dias.

O antigo líder nacional do partido avançou que o BE "presta contas", frisando que "presta boas contas", e lembrou as "50 toneladas de plástico que saíram das refeições escolares, os 340 refugiados, os manuais escolares gratuitos, uma política que protegeu a qualidade da alimentação nas escolas, que transforma essas experiências, essa capacidade de trabalho numa forma de governo na cidade".

Dessa forma, o histórico do Bloco considerou que Beatriz Gomes Dias "pode dar um contributo extraordinário", frisando a importância do PS não ter maioria absoluta para que "não esqueça toda a política social e para que haja a obrigação de uma política de inclusão, de democracia, de respeito pelas pessoas e de mobilização da sociedade".

"Era a voz que queria trazer para apoiar a candidatura do BE em Lisboa", salientou sobre Beatriz Gomes Dias.

O BE assinou um acordo de governação do concelho com o PS após as autárquicas de 2017, tendo com objetivo para estas eleições, marcadas para 26 de setembro, reforçar o número de vereadores.

Questionado sobre a disponibilidade de novos acordos após as eleições com Fernando Medina, que já demonstrou essa possibilidade ou com o PCP, que ainda não foi perentório em aceitar ou recusar, Francisco Louçã respondeu "não querer fazer muitos comentários sobre o jogo político".

"Ouvi a Beatriz dizer que quer ter um pelouro na base de um acordo de governação para a Câmara de Lisboa, que proteja as pessoas que vivem na cidade, que protejam uma política de emprego, de habitação", retorquiu.

O atual conselheiro de Estado lembrou que "todos os pontos fracos da governação de Medina resultaram de pelouros mal geridos ou geridos na base da proximidade dos interesses económicos que têm vindo a atrofiar a cidade".

"Há que transformá-la, abri-la, garantir um projeto de habitação que possa ser sustentável, e que demora alguns anos a desenvolver, criar uma política de inclusão, receber refugiados melhorar a saúde local. Isso implica muita competência, esforço e dedicação creio que é isso que o BE traz à câmara de Lisboa", reconheceu.

Durante a arruada no mercado de Benfica e pelas imediações, Francisco Louçã distribuiu panfletos da campanha, apresentou a candidata, tendo sido variadas vezes reconhecido pelas pessoas que lhe dedicavam algumas palavras de apoio, apreço e força.

A comitiva, de cerca de três dezenas de militantes, contou igualmente com a presença do vereador com a pasta dos direitos sociais, Manuel Grilo, alem do candidato à junta de freguesia de Benfica, João David Almeida e os candidatos à assembleia de freguesia.

Na corrida à presidência da autarquia estão, além de Beatriz Gomes Dias, o atual presidente Fernando Medina (coligação PS/Livre), Carlos Moedas (coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), João Ferreira (CDU), Bruno Horta Soares (IL), Nuno Graciano (Chega), Manuela Gonzaga (PAN), Tiago Matos Gomes (Volt Portugal), Ossanda Líber (Movimento Somos Todos Lisboa), Sofia Afonso Ferreira (Nós, Cidadãos!), Bruno Fialho (PDR) e João Patrocínio (Ergue-te).

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