Ex-líder da ala conservadora da IL espera que Chega vença eleições

Nuno Simões de Melo saiu do partido em abril, dizendo que votos liberais sobre identidade de género nas escolas foram "gota de água".
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O ex-conselheiro nacional da Iniciativa Liberal (IL) Nuno Simões de Melo, que liderou a ala conservadora dos liberais na última convenção do partido, realizada em janeiro, escreveu nas redes sociais que espera ver o Chega como partido mais votado nas próximas eleições legislativas.

Num post publicado neste domingo na sua conta de Facebook, Nuno Simões de Melo deixou a seguinte pergunta: "E se o Chega ganhar as eleições (como espero), veremos o PS, a IL e o PSD coligar-se numa "geringonça frankensteiniana" para impedir o cumprimento da vontade do povo?"

Contactado pelo Diário de Notícias, Simões de Melo confirmou que conta dar o seu voto ao Chega nas próximas eleições legislativas, defendendo que o programa do partido liderado por André Ventura é o que mais se aproxima dos seus ideais liberais.

Nuno Simões de Melo desfiliou-se da IL a 25 de abril, juntamente com mais de uma dezena de dirigentes do partido, incluindo a também conselheira nacional Mariana Nina, na sequência do voto favorável do partido a um projeto de lei do PS, e a abstenção a um projeto de lei do Bloco de Esquerda, relacionados com autodeterminação de identidade de género nas escolas e no pré-escolar.

Nessa altura, o líder da corrente partidária que se autodenominava "liberais clássicos" foi um dos signatários de uma carta que apresentava tais sentidos de voto como "a gota de água" que levou à desfiliação. No entanto, a discordância em relação à liderança de Rui Rocha foi patente desde o início do processo de sucessão de João Cotrim Figueiredo, com a maioria desses militantes a darem apoio à candidatura da também deputada Carla Castro.

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