Candidatos condenam protesto violento contra André Ventura

Candidatos às eleições presidenciais deste domingo unem-se para condenar manifestação violência contra André Ventura em Setúbal

Os outros candidatos às presidenciais deste domingo têm mostrado unanimidade ao condenar o protesto violento de que André Ventura foi alvo esta quinta-feira em Setúbal.

Ana Gomes condenou o protesto contra o candidato do Chega, vincando que "ninguém atua de forma violenta" em seu nome.

"Sou contra qualquer tipo de protesto violento contra qualquer candidato. Ninguém actua de forma violenta em meu nome", escreveu a ex-eurodeputada na rede social Twitter.

A candidata presidencial apoiada pelo BE, Marisa Matias, considerou que "não se derrota o ódio com violência", numa reação à tentativa de agressão a André Ventura, e defendeu que este deve ser derrotado apenas "na luta democrática".

"Não se derrota o ódio com violência. Somos um país melhor do que o candidato da extrema-direita e seremos capazes de o vencer na luta democrática", pode ler-se numa mensagem publicada no Twitter por Marisa Matias.

Já Tiago Mayan Gonçalves condenou qualquer forma de violência, ameaça ou coação, venham de onde vierem, dirijam-se a candidatos, jornalistas ou quaisquer outros cidadãos.

O candidato apoiado pela Iniciativa Liberal (IL) recorreu ao Twitter para reagir ao protesto que se verificou esta quarta-feira contra André Ventura. "Condeno totalmente qualquer forma de violência, ameaça ou coação, venham de onde vierem, dirijam-se a candidatos, jornalistas ou quaisquer outros cidadãos", escreveu.

Estas reações surgiram momentos depois de o candidato presidencial do Chega ter sido esta quinta-feira apedrejado à saída de um comício no Cinema Charlot em Setúbal por algumas dezenas de manifestantes, na sua maioria cidadãos de etnia cigana, alguns dos quais exibindo cartazes com o rosto da candidata Ana Gomes.

O corpo de intervenção da Polícia de Segurança Pública esteve no local e usou da força para dispersar os manifestantes, em ambiente de grande tensão.

Fonte da PSP no local disse à Lusa que foi detido um dos manifestantes.

Logo após o arremesso de pelo menos uma pedra e outros objetos, os seguranças privados de André Ventura protegeram o candidato presidencial até ao interior de uma viatura, que arrancou do local.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de covid-19 em Portugal, estão marcadas para domingo e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral termina na sexta-feira. Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), o ex-militante do PS Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans e presidente do RIR - Reagir, Incluir, Reciclar, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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