Câmara: Cidade aeroportuária em Alcochete é decisão acertada

O socialista Fernando Pinto elogiou a estratégia do governo, completamente diferente daquela que se esperava.

O presidente da Câmara de Alcochete, Fernando Pinto, considerou esta quarta-feira acertada a decisão do Governo de escolher o concelho para a construção de uma cidade aeroportuária, lembrando que a autarquia sempre defendeu essa solução.

"Parece acertada esta decisão de se olhar para Alcochete e de se olhar pelo ponto de vista da construção de uma cidade aeroportuária, que é aquilo que este executivo sempre defendeu", disse Fernando Pinto (PS), em declarações à agência Lusa.

O Governo anunciou neste dia que decidiu acelerar a construção do aeroporto do Montijo como complementar ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, para responder ao aumento da procura desta infraestrutura, até à concretização do aeroporto em Alcochete, que aponta para 2035.

Fernando Pinto disse que esta é uma estratégia completamente diferente daquela que se esperava, mas que considerou acertada.

"O Governo entendeu numa primeira instância que seria o Montijo, a base área nº 6, mas coloca no horizonte temporal a construção dessa cidade aeroportuária", disse.

O presidente da Câmara de Alcochete adiantou que a autarquia é defensora "acérrima" da preservação de dois aspetos essenciais: a segurança de pessoas e bens e a preservação dos recursos naturais valiosos que o concelho possui encostados à reserva natural do estuário do Tejo.

Fernando Pinto considerou ainda inteligente entregar ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), enquanto entidade isenta, a elaboração de uma estratégia ambiental e a verificação dos pressupostos no que diz respeito ao Campo de Tiro de Alcochete.

"Hoje estou satisfeito porque o Governo está à beira de tomar uma decisão que há 50 anos perdura em ser tomada. Eu vejo este investimento como fundamental do ponto de vista nacional e com uma importância vital para a região onde o concelho de Alcochete está inserido", frisou.

O Governo decidiu não adjudicar a avaliação ambiental estratégica do novo aeroporto de Lisboa ao consórcio COBA/Ineco e entregar ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) esse procedimento.

Segundo as previsões do gabinete do ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, a solução a apresentar ao LNEC contabiliza o curto prazo com o longo prazo, avançando "o quanto antes" para o Montijo, estimando que a avaliação ambiental estratégica demore entre 12 a 18 meses. Assim, prevê, estará concluída no final de 2023.

A estimativa é que, terminada a avaliação ambiental estratégica, as obras possam começar no Montijo, com uma duração prevista de três anos, estando este aeroporto operacional no final de 2026, com uma capacidade inicial de cinco milhões de passageiros.

Ao mesmo tempo, o Governo quer que a ANA - Aeroportos de Portugal comece a trabalhar na solução no Campo de Tiro de Alcochete, "uma solução estrutural de longo prazo", que tem condições para chegar até às quatro pistas, com o objetivo de entrar em atividade em 2035.

Nessa altura, o aeroporto no centro da cidade de Lisboa será desativado.

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