Autárquicas: Vladimiro Feliz quer "tirar o Porto do modo de câmara lenta"

O candidato do PSD à Câmara do Porto, Vladimiro Feliz, afirmou que o seu projeto autárquico pretende recuperar o espírito transformador do concelho.

"A cidade perdeu o ADN reformista e transformador que tanto caracteriza o Porto. A cidade reclama uma agenda pensada a partir das pessoas e para as pessoas", defendeu durante a apresentação da sua candidatura à Câmara do Porto, que decorreu junto à Torre dos Clérigos.

Citado numa nota na página oficial do partido, Vladimiro Feliz referiu que abraça este projeto como "portuense de corpo e alma" com o objetivo de" tirar o Porto do modo de câmara lenta" e "recuperar o espírito transformador" da cidade.

Defendendo uma cidade mais equilibrada e com mais ambição, inovação, desenvolvimento e concretização, o candidato social-democrata mostrou -se confiante na estrutura partidária e disse estar orgulhoso do legado deixado "por uma equipa que desenvolveu uma política de contas certas e entregou uma cidade mais coesa, com mais qualidade de vida e com uma dinâmica de desenvolvimento de longo prazo".

"O que me move é a minha cidade, os portuenses e o interesse público. Estou feliz por estar de volta", afirmou.

O presidente do PSD, Rui Rio, anunciou, a 23 de março, que o antigo vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, Vladimiro Feliz, é o candidato do partido a esta autarquia, tendo destacado o autarca como "um homem confiável", conhecedor do Porto e "leal".

Destacando a "larga experiência autárquica" de Vladimiro Feliz, Rui Rio assumiu que o PSD não tem a obrigação de ganhar a Câmara Municipal do Porto, mas sim de apresentar "um excelente" presidente de câmara.

Vladimiro Cardoso Feliz tem 47 anos, nasceu no Porto e é licenciado em Engenharia Mecânica, opção de Gestão da Produção, pela Universidade do Porto.

Iniciou a atividade profissional no Instituto Eletrotécnico Português na área de pré-venda e foi engenheiro de programa na OGMA - Indústria Aeronáutica de Portugal.

Foi ainda presidente executivo da Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação.

Entre 2012 e 2013, Vladimiro Feliz foi vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, na altura liderada por Rui Rio.

Contudo, o social-democrata exerceu, desde 2006, diversas funções nesta autarquia portuense, entre as quais como diretor municipal de Sistemas de Informação, vereador da Educação, Juventude e Inovação, do Ambiente e Serviços Urbanos, do Turismo, Inovação e Lazer e tutelou o Gabinete de Estudos e Planeamento.

Exerceu ainda, no universo da câmara municipal, as funções de administrador delegado da Fundação Porto Social, de presidente do conselho de administração da Associação Porto Digital, da Direção da Associação de Turismo do Porto e do conselho de administração da PortoLazer EM.

Nas últimas autárquicas, em 2017, PSD, coligado com o Partido Popular Monárquico, apoiou Álvaro Almeida na corrida eleitoral, tendo-se ficou pelos 10,4% dos votos, menos de metade dos votos conseguidos em 2013, e elegendo, apenas, um vereador.

O CDS-PP não apresentou candidato, tendo apoiado o independente Rui Moreira que foi reeleito ao obter 44,46% dos votos, conquistando a maioria absoluta na vereação da câmara municipal, ao eleger sete vereadores.

Na segunda-feira, à margem da assinatura do acordo de coligação autárquico entre o PSD e o CDS-PP para o distrito do Porto, o presidente da Distrital do Porto do CDS, Fernando Barbosa, disse que o partido vai apoiar o independente Rui Moreira, caso o autarca do Porto decida recandidatar-se nas eleições autárquicas deste ano, reiterando a informação avançada, em fevereiro, pelo presidente dos centristas, Francisco Rodrigues dos Santos.

Na altura, o presidente da Distrital do Porto do PSD, Alberto Machado, disse não ter ainda perdido a esperança de que o projeto político do PSD para a Câmara do Porto, liderado Vladimiro Feliz, venha a conquistar o apoio do CDS.

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