António Costa felicita Miguel Albuquerque e deseja-lhe "bom trabalho"

O PS, a maior força da oposição, registou uma descida acentuada face ao último ato eleitoral para as regionais da Madeira. Elegeu 11 deputados, tendo obtido 28 844 votos, correspondentes a 21,30 %.
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O primeiro-ministro, António Costa, felicitou este domingo o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, pelos resultados alcançados pela coligação PSD/CDS nas eleições regionais e desejou-lhe "continuação de bom trabalho".

Esta posição consta de uma nota divulgada pelo gabinete de António Costa, depois de a coligação PSD/CDS-PP ter vencido as eleições legislativas regionais da Madeira, embora tendo falhado por um deputado a maioria absoluta.

"O primeiro-ministro felicitou o presidente do Governo Regional da Madeira pelo resultado eleitoral hoje alcançado, com votos de continuação de bom trabalho em prol da região e do país", refere-se na mesma nota.

O secretário-geral adjunto do PS procurou este domingo desvalorizar a derrota dos socialistas na Madeira, considerando que o resultado está dentro da média do seu partido naquela região autónoma, e recusou qualquer leitura nacional a partir deste ato eleitoral.

Estas posições foram assumidas em conferência de imprensa por João Torres, depois de o PS ter registado uma descida acentuada face ao último ato eleitoral nas regionais da Madeira. O PS elegeu 11 deputados, tendo obtido 28,844 votos, correspondentes a 21,30 %, quando em 2019, o PS tinha obtido 35,76% dos votos, conseguindo 19 deputados.

Perante os jornalistas, o "número dois" da direção do PS salientou que a coligação PSD/CDS-PP falhou a maioria absoluta nestas eleições regionais da Madeira, mas assumiu que o seu partido "ficou aquém" dos objetivos.

Depois, recusou qualquer leitura nacional a partir dos resultados alcançados pelo PS na Madeira.

"Pretender interpretar os resultados das eleições para a Assembleia Legislativa da Madeira à luz da política nacional é não compreender e não entender a importância e o significado das autonomias regionais na República Portuguesa. O PS não confunde eleições", afirmou.

De acordo com João Torres, em qualquer ato eleitoral, seja para uma junta de freguesia, seja para um parlamento regional ou nacional, "quando o PS vence é todo o PS que vence".

"Hoje, não foi isso que aconteceu e o PS teve aliás um resultado bastante inferior àquela que obteve em 2019, ano em que teve o seu melhor resultado de sempre em eleições regionais na Madeira", apontou, já depois de ter saudado o presidente da coligação PSD/CDS-PP, Miguel Albuquerque, pela sua vitória eleitoral.

Interrogado sobre as causas dessa significativa descida do PS na Madeira, o secretário-geral adjunto socialista disse que, caso se atenda à evolução dos resultados do seu partido naquela região autónoma, "verifica-se que houve resultados mais elevados e outros mais baixos".

"Há uma tendência de crescimento ao longo dos últimos anos, que teve um dado adicional em 2019 com uma subida muito substancial face a 2015. O resultado que o PS hoje alcançou na Madeira está acima da média dos resultados do PS ao longo da democracia portuguesa", advogou.

No entanto, segundo João Torres, o resultado alcançado pelo PS "fica aquém do que os socialistas desejariam".

"Mais considerações devem ser feitas pelo PS/Madeira, no gozo também da sua autonomia estatutária", acrescentou.

O líder do PS/Madeira considerou este domingo que os resultados das eleições regionais, com a coligação PSD/CDS-PP a falhar a maioria absoluta, mostram que os madeirenses querem a mudança e questionou se Miguel Albuquerque "vai cumprir a palavra" e demitir-se.

"A mudança que sempre dissemos que sentíamos nas ruas está refletida no resultado eleitoral", declarou Sérgio Gonçalves, que encabeçou a candidatura do PS neste ato eleitoral, após a divulgação dos resultados oficiais provisórios.

Segundo o presidente dos socialistas insulares, que discursava no Funchal, "a maioria dos madeirenses deu uma demonstração clara de que não quer o PSD, que não quer Miguel Albuquerque à frente dos destinos do Governo Regional".

O PS/Madeira assumiu que o resultado do partido "ficou aquém dos seus objetivos", considerando que "houve muita dispersão de votos pelos partidos mais pequenos".

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