Luísa Neto foi indicada pelo PS para a Provedoria de Justiça, com apoio formal do PSD
Luísa Neto foi indicada pelo PS para a Provedoria de Justiça, com apoio formal do PSDReprodução

Termina o bloqueio na provedoria de Justiça: Luísa Neto eleita à segunda tentativa

Atual presidente do Instituto Nacional de Administração, sugerida pelo PS com apoio formal do PSD, conseguiu por fim obter maioria de dois terços, depois de uma primeira eleição falhada.
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O Parlamento elegeu esta sexta-feira (3 de julho) Luísa Neto para o cargo cargo de provedora de Justiça, numa eleição que requereu maioria de dois terços de aprovação. Luísa Neto, que contava com o apoio declarado de PS e PSD, foi assim eleita à segunda tentativa, obtendo desta vez 159 votos favoráveis, depois de ter visto o seu nome chumbado numa primeira eleição, a 12 de junho.

Num total de 218 votos expressos pelos deputados presentes, registaram-se ainda 29 votos brancos e 30 votos nulos.

A eleição do novo provedor de Justiça é um processo que vinha a arrastar-se no tempo, depois da saída de Maria Lúcia Amaral, há um ano, para assumir funções como ministra da Administração Interna. Apesar de entretanto ter já também deixado o Governo, o cargo na Provedoria de Justiça permaneceu por preencher, prolongando um impasse que se tornou um dos dossiês mais delicados da Assembleia da República.

Na primeira tentativa para desbloquear a situação, o PS indicou Tiago Antunes, antigo secretário de Estado dos governos de António Costa e também ligado aos executivos de José Sócrates, mas a candidatura acabou por ser chumbada em votação secreta, depois de uma audição em que o socialista foi confrontado de forma bastante crítica com o seu passado pelo liberal Rui Rocha. O candidato proposto pelo Partido Socialista obteve 104 votos favoráveis, 86 votos em branco e 36 votos nulos, ficando aquém da maioria de dois terços necessária.

Perante esse falhanço, os socialistas avançaram com o nome de Luísa Neto, professora universitária e presidente do Instituto Nacional de Administração, uma escolha que reuniu também o apoio do PSD. Mas também ela falhou a primeira tentativa de eleição, ficando a apenas sete votos, numa sessão marcada pela ausência de cinco deputados socialistas, o que motivou mesmo um "puxão de orelhas" do líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias.

 O PS voltou a colocar o nome de Luísa Neto a votos, com o apoio formal declarado do PSD, cujo líder parlamentar, Hugo Soares, garantiu "o compromisso do grupo parlamentar do PSD em votar na candidata. É uma candidata do PS e do PSD", sublinhou.

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