A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho.
A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho.JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Salário mínimo. "Desejavelmente para o Governo deveria ser uma modificação em alta", diz ministra do Trabalho

Rosário Palma Ramalho admite que "eventualmente" valor acima dos 970 euros poderá ser negociado, mas garante que, não havendo consenso, atual acordo será cumprido pelo executivo.
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A ministra do Trabalho manteve, nesta quarta-feira, 29 de julho, a posição de que o valor do salário mínino nacional para 2027 poderá ser revisto em alta. "Terá que ser em negociação na Concertação Social que eventualmente poderemos chegar a uma modificação desse acordo", declarou a jornalistas à margem da sua participação na sessão de apresentação de um relatório sobre promoção de políticas de conciliação e de igualdade de género no mercado de trabalho.

"Desejavelmente para o Governo deveria ser uma modificação em alta, como é óbvio", defendeu Rosário Palma Ramalho, garantindo que, na falta de consenso, o valor estipulado, de 970 euros, será cumprido.

"O que o Governo entende é que nós temos neste momento um acordo que prevê um determinado aumento. Esse acordo foi subscrito pelo Sr. Primeiro-Ministro em nome do Governo, por mim própria e pelos parceiros, e define as metas de aumento", explicou a ministra. "Aquilo ali já está garantido e trata-se de cumprir. Mas, se não houver esse acordo em Concertação Social, naturalmente que o salário mínimo vai se manter de acordo com o que lá está, porque é o cumprimento do nosso compromisso", completou.

Na semana passada, Palma Ramalho já tinha declarado que o Governo "não fecha a porta nem abre a porta" a uma revisão em alta, depois de o secretário de Estado do Trabalho, Adriano Rafael Moreira, ter dito que "à data de hoje já devíamos estar a negociar em alta o salário mínimo de 2027".

O secretário sublinhou que "o acordo expressamente prevê que deve ser revisto", acrescentando ainda que o tema "não pode ser um tabu". De acordo com Adriano Rafael Moreira, há três reuniões já agendadas da Comissão Permanente da Concertação Social (CPCS).

Na sexta-feira, 24 de julho, a CGTP voltou a exigir o aumento imediato do salário mínimo nacional para 1.050 euros.

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