O PSD votou a favor de uma moção do PS, aprovada por unanimidade na reunião desta terça-feira, 24 de fevereiro, da Assembleia Municipal do Barreiro, que repudia o encerramento da urgência de obstetrícia do Hospital do Barreiro, confirmada horas antes pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins.A decisão do Governo de Luís Montenegro, que foi justificada pela ministra por a urgência de obstetrícia "não ter condições para se manter aberta", por falta de médicos, foi contestada pelo deputado municipal social-democrata Luís Tavares Bravo. "Num distrito onde a população mais tem crescido, não basta termos serviço de maternidade. É preciso ter também urgências", disse, referindo-se ao facto de o Hospital do Barreiro servir outros concelhos do distrito de Setúbal.Em troca da aprovação, a bancada social-democrata conseguiu que a moção do PS passasse a incluir um ponto em que se reivindica, além da manutenção da urgência de obstetrícia, a reabertura do serviço de cardiologia do Hospital do Barreiro. Este foi encerrado, sem aviso, antes das legislativas de 2024, pelo Executivo de António Costa.Em declarações ao DN, o deputado municipal, que já liderou a concelhia social-democrata no Barreiro, reconheceu que Ana Paula Martins "apanhou o Serviço Nacional de Saúde em cacos" e que as responsabilidades da governação socialista, partido que reelegeu Frederico Rosa para a presidência da Câmara, não podem ser esquecidas, o que não o impede de discordar totalmente da decisão de encerrar a urgência de Obstetrícia do Hospital do Barreiro. "Exijo sempre mais dos ministros do meu partido do que daqueles que são do PS", disse Tavares Bravo, numa intervenção na Assembleia Municipal do Barreiro, ressalvando "alguns sinais positivos" de Ana Paula Martins no Ministério da Saúde, como "haver mais barreirenses com médico de família"..Mais de 14 milhões de consultas, mais de 700 mil cirurgias, mas também mais listas de espera e utentes sem médico de família no SNS.“Há um aumento de partos realizados nas ambulâncias, temos esse registo agora”, assume ministra