O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, classificou este domingo (1 de fevereiro) como "impressionante" o conjunto de medidas aprovado pelo Governo para apoiar as famílias e empresas fustigadas pela depressão Kristin. Em declarações prestadas aos jornalistas em Roma, o Chefe de Estado sublinhou a diversidade e a rapidez das intervenções planeadas pelo Executivo de Luís Montenegro.Marcelo Rebelo de Sousa, que se encontra na capital italiana para encontros oficiais com o seu homólogo italiano e com o Papa Leão XIV, revelou que já acompanhava o dossiê desde o dia anterior, tendo conhecimento prévio das medidas que viriam a ser ratificadas em Conselho de Ministros.Para o Chefe de Estado, a "panóplia de intervenções" destaca-se por atacar diferentes frentes de vulnerabilidade. Entre os pilares do plano, Marcelo enumerou as moratórias relativas a dívidas privadas, à Segurança Social e ao fisco, que deverão conferir uma folga financeira imediata aos cidadãos afetados.No que toca às necessidades mais prementes, o Presidente realçou o "apoio imediato às pessoas relativamente às intervenções mais urgentes no domínio do alojamento". Marcelo Rebelo de Sousa destacou especificamente a urgência na reparação de telhados e no arranque da reconstrução de habitações destruídas ou danificadas pela intempérie.Foco no tecido empresarial e fundos europeusO Presidente realçou ainda que o pacote governamental não esquece o setor económico, integrando "medidas urgentes de apoio às empresas" e diversas linhas de crédito. O Chefe de Estado deu particular ênfase à inclusão do recurso ao regime de lay-off, uma ferramenta que considera vital para as pequenas e médias empresas (PME) que se encontram em "situação muito aflitiva".Marcelo Rebelo de Sousa salientou ainda a dimensão diplomática e financeira do apoio, referindo que o Governo está já a "negociar com a Comissão Europeia" a mobilização de fundos e empréstimos que possam reforçar a capacidade de resposta nacional a esta catástrofe natural.