Volt. "Pan europeus, pragmáticos e progressistas"

Diz não ser de esquerda, nem de direita e recusa ser um partido só de jovens. O Volt é a mais recente formação partidária em Portugal e promete abalançar-se a eleições nas próximas autárquicas.

Terá as autárquicas como primeiro desafio e quer chegar às eleições europeias, daqui a quatro anos, com a ambição de eleger um eurodeputado. O Volt, o 25º e mais recente partido português, dá agora os primeiros passos na vida política institucional - na segunda quinzena de setembro vai reunir-se em congresso para eleger os órgãos diretivos. Para já, as eleições regionais nos Açores não contarão com o novo partido.

Com as credenciais de partido político ainda frescas, o Volt fez esta sexta-feira uma conferência de imprensa a explicar ao que vem. E a primeira coisa que os seus dirigentes sublinham é que não vem sozinho: o Volt Portugal é o 14º partido da força política europeia que leva o mesmo nome e que pretende assumir-se como o primeiro partido transnacional. "Somos pan-europeus, pragmáticos e progressistas", diz Tiago Matos Gomes, presidente da nova formação partidária. "Somos o único partido em Portugal com uma forte relação com o resto da Europa, que trabalha em estreita colaboração em toda a Europa; somos um partido inclusivo que não quer deixar ninguém para trás, a defesa das minorias ou da paridade de género é um dos pilares do partido; e somos pragmáticos, não somos de esquerda nem de direita, queremos resolver os problemas das pessoas", sublinhou o líder do Volt Portugal.

"A Europa afeta as pessoas localmente. Costumo perguntar às pessoas qual é o seu sonho. E em 99 em cada 100 casos consigo explicar-lhes como é que aquilo que a Europa está a fazer o afeta" sublinhou, por seu turno, Reinier van Lanschot, co-presidente do Volt Europa.

De acordo com Mateus Carvalho, vice-presidente do partido, entre membros e voluntários o Volt Portugal reunirá, nesta altura, cerca de 180 pessoas. E recusa o epíteto de ser um partido de jovens. "Já ultrapassámos essa fase, temos pessoas de todas as idades. Não queremos focar-nos apenas nos problemas dos jovens", diz Tiago Matos Gomes.

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