Rui Rio coordenou "ao segundo" posição do PSD na Comissão de Educação

Comissão permanente social-democrata reunida nesta manhã para preparar a intervenção do secretário-geral, agendada para as 17.00. Rio deverá confirmar decisão do partido e lembrar as ressalvas que quis incluir na lei e o PS chumbou

O presidente do PSD, Rui Rio, acompanhou "ao segundo", em contacto permanente com a deputada Margarida Mano, a tomada de posição do PSD na Comissão de Educação e Ciência que resultou na aprovação da devolução aos docentes dos nove anos, quatro meses e dois dias de tempo de serviço congelado, em condições a definir, dos quais dois anos, oito meses e dezoito dias deverão ser repostos já entre este ano e o início do próximo.

A garantia foi dada ao DN por fonte social-democrata , que confirmou ainda que o partido não tenciona recuar na posição que assumiu. "Não vamos ceder à chantagem do António Costa, que está a fazer uma encenação política", acusou. "O Presidente da República que vete o diploma, se achar que não é para aprovar, e que acabe com esta farsa". A mesma fonte garantiu que o partido não está preocupado com eventuais efeitos colaterais desta decisão: "É uma questão de princípio. O PS já tinha prometido várias vezes consignar nos próximos orçamentos [a questão da recuperação do tempo de serviço]", acrescentou.

A comissão permanente do PSD, que reúne o núcleo duro da direção do partido, está reunida deste esta manhã a preparar a intervenção que Rui Rio fará por volta das 17.00. O líder do PSD não deverá deixar de frisar, na sua intervenção, que "sempre defendeu que era justo repor todo o tempo de serviço" e de recordar que a proposta apresentada pelo PSD no Parlamento tinha "uma série de normas travão" que permitiam controlar o impacto da reposição do tempo, nomeadamente ao nível da revisão das carreiras, regime de aposentações e da avaliação dos professores, criticando o PS por ter chumbado essas propostas na votação que decorreu na quinta-feira.

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