Líder do CDS oferece-se como voluntário às Forças Armadas. Lei permite

Francisco Rodrigues dos Santos, o líder que substituiu Assunção Cristas na liderança do CDS, anunciou no Facebook que se ofereceu como voluntário para reforçar o SNS. A legislação militar autoriza estes casos.

O presidente do CDS acabou de anunciar no seu Facebook que se vai alistar "como voluntário nas Forças Armadas" para ajudar a instituição no combate ao coronavírus. Francisco Rodrigues dos Santos quer ajudar as Forças Armadas nas ações que vão desenvolver na luta contra o covid-19 durante o estado de emergência.

A resposta do dirigente do CDS deve-se ao pedido do Estado-Maior-General das Forças Armadas, que está a recrutar voluntários dentro da "família militar" para auxiliar as forças que já estão no terreno para ajudar os portugueses. O objetivo é reforçar o Serviço Nacional de Saúde e pretende fazê-lo de "forma completamente anónima".

Francisco Rodrigues dos Santos é filho de um oficial do Exército e estudou durante oito anos no Colégio Militar antes de se formar em Direito na Universidade de Lisboa.

Questionado sobre a possibilidade de existir uma incompatibilidade entre o exercício do cargo político e o alistamento, o presidente do CDS adiantou que se enquadra "num contigente que é dirigido a voluntários dentro da família militar". Por isso, acrescenta, "estamos autorizados".

Explica que as Forças Armadas "autorizam este estatuto e que qualquer cidadão pode oferecer-se como voluntário, porque estes cidadãos não vão ser militares, são apenas voluntários para ajudar as Forças Armadas". Segundo Francisco Rodrigues dos Santos, a sua situação faz parte de um "regime do voluntariado geral, só que ao lado das Forças armadas, daí que não haja qualquer tipo de constrangimento do ponto de vista jurídico". Frisa: "Não há nenhum impedimento a esta situação."

Para o político, "um patriota que não vira as costas ao País em momentos difíceis", daí esta decisão de se voluntariar para ajudar as Forças Armadas durante a vigência do estado de emergência. O dirigente não deixará de exercer as funções de líder partidário e, explica, "o facto de Portugal estar a sofrer contra um inimigo implacável, silencioso e invisível", fá-lo sentir-se no dever de responder ao seu combate, até porque a "Nação precisa de somar o melhor de cada um" neste momento.

O presidente do CDS comunicou a sua decisão à Comissão Executiva do CDS deste modo: "Este este é um momento de união entre todos os portugueses, devendo os políticos oferecer testemunho de unidade nacional, sem espaço para sectarismos, na defesa das pessoas e da economia." Acrescenta: "Agora é o momento de o País se unir e de estarmos ao lado dos Portugueses na primeira linha resistência ao Covid-19".

Medidas musculadas

Em declarações ao DN, Francisco Rodrigues dos Santos explicou que esta sua decisão deve-se ao facto de ser fundamental nesta altura e enquanto durar o estado de emergência que cada português tenha a capacidade de se unir para combater o covid-19: "Temos de saber combater com ação e dar o melhor de cada um de nós. Eu não sou de me esconder nos momentos difíceis, nem de virar as costas ao meu país. Estudei no colégio miltar e em casa, com o meu pai que é oficial do Exército, sempre fui educado com base neste preceito de servir a pátria quando esta nos convoca." Portanto, refere, "este é o momento de dar o exemplo e passar das palavras aos atos".

A conciliação da atividade política e do voluntariado vai obedecer a certos princípios, diz: "Claro que o voluntariado vai ser feito de forma completamente anónima. Trabalharei nas missões que me confiarem e terei uma atividade política que conciliarei com o resto, mas aquela que é normal no CDS neste momento, a de acompanhamento da situação. Este é um trabalho e uma missão que vou fazer durante o estado de emergência."

Quanto à resposta dos partidos políticos, Francisco Rodrigues dos Santos já referiu esta semana que "este era o momento de união e que os partidos devem ser os primeiros a dar o exemplo de unidade nacional. Quanto ao Governo, este conta com o CDS para tomar todas as medidas que respeitassem o interesse nacional por mais difícies que sejam. Estamos preparados para apoiar medidas musculadas e drásticas que permitam conter esta escalada descontrolada do surto pandémico. Por isso, os partidos devem ter uma postura construtiva e é nessa linha que o CDS continuará."

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG