Formação do Governo. Presidente da República poderá indigitar Costa já amanhã

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, prometeu hoje "fazer tudo para que haja estabilidade", declarando-se tão empenhado nesse objetivo como este esteve na anterior legislatura.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou hoje que o Conselho Europeu do Brexit marcado para os dias 17 e 18 em Bruxelas impõe uma "razão de urgência" ao processo de indigitação do próximo primeiro-ministro, explicando com isso que tenha decidido ouvir todos os partidos com representação parlamentar já amanhã.

A frase do Presidente da República indicia que será já amanhã, depois de ouvidas as dez formações com assento parlamentar, que indigitará o líder do partido mais votado, António Costa, para formar Governo.

"Em termos de indigitação da audição dos partidos, que é uma razão de urgência que é o seguinte, na semana que vem há um Conselho Europeu muito importante que é para discutir o Brexit antes do dia 31 de outubro, e conviria que o primeiro-ministro indigitado ouvisse os partidos numa composição diferente do Parlamento, portanto já deste Parlamento acabado de eleger, sobre os temas europeus antes da tomada de posição no Conselho Europeu", disse Marcelo Rebelo de Sousa.

À saída de uma iniciativa no Centro de Congressos do Estoril, no concelho de Cascais, Marcelo assegurou ainda que vai fazer "tudo para que haja estabilidade" na próxima legislatura.

"Se me perguntam: o Presidente está empenhado? Está exatamente empenhado na estabilidade como esteve na última legislatura", reforçou.

O PS venceu as legislativas de domingo, sem maioria absoluta, seguindo-se PSD, BE, CDU (PCP+PEV), CDS-PP e PAN. Chega, Iniciativa Liberal e Livre elegeram, cada um, pela primeira vez, um deputado nestas eleições.

Até dia 16 serão publicados no "Diário da República" os resultados oficiais das eleições legislativas de ontem. O próximo Governo só pode tomar posse depois dessa publicação - mas nada impede que o processo de formação do Governo se inicie antes.

Não há prazos legais para que o "novo" Parlamento tome posse.

Exclusivos