Lisboa abre concurso para mais de 1200 casas com rendas baixas

A Câmara de Lisboa vai lançar quatro novos concursos que vão colocar no mercado 1200 casas a rendas acessíveis. A notícia é hoje avançada pelo semanário Expresso, que adianta que os procedimentos legais deverão ser lançados, em simultâneo, até ao final de novembro. Dois dos concursos foram aprovados na reunião da câmara da última quinta-feira. Os dois restantes deverão ser aprovados na próxima, a 25 de outubro.

Os imóveis vão ser reconstruídos ou reabilitados por privados, num total de 1600 apartamentos. Deste total, cerca de 1200 serão postos no mercado a preços entre os 150 e os 600 euros, dependendo da tipologia, enquanto os restantes ficam na posse dos privados, que poderão colocá-los para arrendamento a preços de mercado.

Os quatro concursos que vão ser lançados ainda este ano tem localizações já definidas. O de maior dimensão divide-se entre as freguesias da Penha de França, Beato e São Vicente, no Vale de Santo António, uma vasta área quase sem construção que se estende entre a Avenida General Roçadas, o Alto de S. João e o Rio Tejo. A câmara chama-lhe a "maior operação de requalificação urbana da cidade, depois da Expo 98 e da Alta de Lisboa". Em causa está a construção de 28 edifícios, com um máximo de 3157 fogos, numa área de intervenção de 477 mil metros quadrados. Este projeto prevê ainda a construção de 4461 lugares de estacionamento.

Outro concurso que está para abrir em breve localiza-se na Avenida Marechal Teixeira Rebelo, em Benfica, para onde está prevista a construção de oito edifícios, com 756 novos fogos.

Um terceiro concurso agrega o Lumiar, Restelo e Parque das Nações. Para o Lumiar está prevista a construção de um edifício de habitação com comércio, o mesmo acontecendo com o "Terreno das Embaixadas" na freguesia de Belém. Já no Parque das Nações está prevista a construção de três edifícios, com 166 fogos.

Por último, o quarto concurso a abrir ainda este ano localiza-se junto ao Paço da Rainha, perto do Campo Mártires da Praia, na freguesia de Arroios, prevendo a intervenção em 17 edifícios, com um número máximo de 203 fogos.

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