Deputados mortos na I Guerra Mundial serão homenageados

PS quer evocar na Assembleia da República os parlamentares João Francisco de Sousa, José Afonso Palla e José Botelho de Carvalho Araújo com descerramento de placa.

João Francisco de Sousa, José Afonso Palla e José Botelho de Carvalho Araújo são três deputados que morreram na I Guerra Mundial que o PS quer agora homenagear na Assembleia da República, agora que se aproxima o final das evocações da Grande Guerra. Os dois primeiros morreram na sequência de combates em Môngua, no sul de Angola, e o terceiro num confronto com um submarino no oceano Atlântico.

Num projeto de resolução, sublinhando que "a Assembleia da República é um local de celebração da memória coletiva do povo português" e que "a participação de Portugal na Grande Guerra de 1914-1918 foi um fenómeno de relevância nacional", os socialistas explicam que esta homenagem passará pelo descerramento de uma placa evocativa que perpetue os nomes e a sua memória na história parlamentar portuguesa.

"Entre 2014 e 2018", descreve a exposição de motivos deste projeto de resolução, "a Assembleia da República promoveu diversificadas evocações do centenário da Grande Guerra, num contributo ativo e valioso para o esclarecimento público e para a consagração da memória nacional em torno deste conflito na sua frente europeia da Flandres e nos teatros africanos do sul de Angola e do norte de Moçambique, territórios fronteiros das colónias alemãs".

Segundo o projeto, assinado à cabeça pelos deputados Diogo Leão, Carlos César e Marcos Perestrello, "cabe à Assembleia da República consagrar, em nome e para honra do parlamentarismo português, os nomes dos três ilustres parlamentares que sacrificaram a vida no decurso de combates".

João Francisco de Sousa era capitão de infantaria e foi eleito senador da República em 1915 pelo círculo de Ponta Delgada. Morreu em combate na Môngua (por vezes grafada como Mongua), em 19 de agosto de 1915, no sul de Angola. O historiador Filipe Ribeiro de Menezes descreveu-a como "uma das maiores batalhas campais entre tropas africanas e europeias" e que René Pélissier descreveu também como "a única vitória franca e decisiva do Exército Português metropolitano em África".

O major de artilharia José Afonso Palla, descrito pelo PS como "ilustre republicano e herói do movimento revolucionário de 5 de outubro de 1910", deputado à Assembleia Nacional Constituinte em 1911 e reeleito deputado em 1915 pelo círculo de Lisboa, morreu na sequência de ferimentos fatais recebidos na batalha de Môngua.

José Botelho de Carvalho Araújo, deputado à Assembleia Nacional Constituinte e reeleito deputado ao Congresso da República em 1915, era primeiro-tenente da Marinha. Como comandante do caça-minas NRP Augusto de Castilho enfrentou um submarino alemão que tinha começado a atacar o vapor São Miguel, em 14 de outubro de 1918. Durante os combates entre o barco português e a embarcação alemã, Carvalho Araújo foi morto. O NRP Augusto de Castilho acabou afundado.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Daniel Deusdado

Estou a torcer por Rio apesar do teimoso Rui

Meu Deus, eu, de esquerda, e só me faltava esta: sofrer pelo PSD... É um problema que se agrava. Antigamente confrontava-me com a fria ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, e agora vejo a clarividente e humana comentadora Manuela Ferreira Leite... Pacheco Pereira, um herói na cruzada anti-Sócrates, a voz mais clarividente sobre a tragédia da troika passista... tornou-se uma bússola! Quanto não desejei que Rangel tivesse ganho a Passos naquele congresso trágico para o país?!... Pudesse eu escolher para líder a seguir a Rio, apostava tudo em Moreira da Silva ou José Eduardo Martins... O PSD tomou conta dos meus pesadelos! Precisarei de ajuda...?

Premium

arménios na síria

Escapar à Síria para voltar à Arménia de onde os avós fugiram

Em 1915, no Império Otomano, tiveram início os acontecimentos que ficariam conhecidos como o genocídio arménio. Ainda hoje as duas nações continuam de costas voltadas, em grande parte porque a Turquia não reconhece que tenha havido uma matança sistemática. Muitas famílias procuraram então refúgio na Síria. Agora, devido à guerra civil que começou em 2011, os netos daqueles que fugiram voltam a deixar tudo para trás.