António Costa diz que Centeno no FMI é "uma hipótese"

Primeiro-ministro anunciou ainda pagamento de cheque-creche às famílias.

António Costa, admitiu em entrevista à rádio Observador, a possibilidade de o ministro das Finanças, Mário Centeno, liderar o FMI. "É uma hipótese" a ser considerada "mas não é objetivo", defendeu, acrescentando que "neste momento é prematuro estar a fazer juízos de probabilidade". Centeno, que atualmente preside ao Eurogrupo, é um dos quatro nomes apontados para substituir Lagarde como diretor-geral do FMI.

Já em relação à hipótese de Mário Centeno ocupar uma pasta na futura equipa da Comissão Europeia na área da gestão do euro, António Costa referiu que já teve uma conversa com a nova presidente, a germânica Ursula Von der Leyen, tendo então ficado acordado que "cada país apresentaria sempre dois nomes, um de cada género. "Da nossa parte, foi dito [a Ursula Von der Leyen] quais as nossas preferências em matéria de responsabilidades na Comissão Europeia e que os nomes que apresentaríamos seria em função dos pelouros", esclareceu, adiantando que, para Portugal, "era importante ter alguém a assumir uma função na área dos fundos europeus ou do orçamento".

O líder governativo adiantou ainda algumas medidas que farão parte do programa eleitoral do PS, que será apresentado este sábado, como um aumento progressivo das deduções em sede de IRS em função do número de filhos. "A redução será maior quanto maior o número de filhos e não em função do rendimento das famílias", afirmou o primeiro-ministro, recordando que este fim de semana apresenta o programa eleitoral para as legislativas de outubro. Quanto a isso prometeu: "Vamos ter familygate em conta na formação das listas."

A intenção do Governo, segundo Costa, será reduzir nos impostos sobre o trabalho e aumentar a sua progressividade."Vamos ter medidas que vão ter impactos concretos" na vida das pessoas, defendeu o secretário-geral do PS, que proporá ainda o pagamento de cheque-creche às famílias, pago juntamente com o abono de família.

Na mesma entrevista, António Costa críticou ainda os press release "dramáticos" do Tribunal de Contas e disse que não tenciona proibir as Parcerias Público Privadas (PPP) na nova Lei de Bases da Saúde: "Não tenho particular entusiasmo pela ideia das PPP", admite o governante, "mas há que reconhecer: o que interessa é garantir a boa gestão da Saúde."

Questionado se está já afastada a possibilidade de o ex-ministro e atual eurodeputado socialista Pedro Marques ser comissário europeu, António Costa rejeitou, contrapondo que se trata de "um excelente nome". "Para algumas das funções, é mesmo a melhor pessoa para as poder desempenhar", respondeu, numa alusão à pasta da gestão dos fundos europeus.

Exclusivos

Premium

Crónica de Televisão

Os índices dos níveis da cadência da normalidade

À medida que o primeiro dia da crise energética se aproximava, várias dúvidas assaltavam o espírito de todos os portugueses. Os canais de notícias continuariam a ter meios para fazer directos em estações de serviço semidesertas? Os circuitos de distribuição de vox pop seriam afectados? A língua portuguesa resistiria ao ataque concertado de dezenas de repórteres exaustos - a misturar metáforas, mutilar lugares-comuns ou a começar cada frase com a palavra "efectivamente"?

Premium

Margarida Balseiro Lopes

O voluntariado

A voracidade das transformações que as sociedades têm sofrido nos últimos anos exigiu ao legislador que as fosse acompanhando por via de várias alterações profundas à respetiva legislação. Mas há áreas e matérias em que o legislador não o fez e o respetivo enquadramento legal está manifestamente desfasado da realidade atual. Uma dessas áreas é a do voluntariado. A lei publicada em 1998 é a mesma ao longo destes 20 anos, estando assim obsoleta perante a realidade atual.