António Costa: "A democracia não pode prescindir da Quadratura do Círculo"

A última edição da "Quadratura do Círculo" na SIC-Notícias incluiu esta noite uma mensagem vídeo enviada pelo primeiro-ministro - ele próprio um antigo participante no programa

Na mensagem, de 43 segundos, António Costa começou por recordar que o programa "acompanha as últimas três décadas da vida poliítica portuguesa", tendo sido um "contributo inestimável para enriquecer a nossa democracia".

Por isso - acrescentou - "a ameaça do fim da Quadratura do Círculo é uma ameaça à qualidade da nossa vida democrática" porque "a democracia exige um debate plural, inteligente e culto" e é isso que o programa "tem sido ao longo destes anos".

António Costa disse no final da mensagem esperar "que a Quadratura do Círculo encontre um novo espaço". "A democracia não pode prescindir da Quadratura do Círculo", rematou.

A notícia do fim do programa foi avançada pelo DN em 15 de janeiro. O diretor de informação da SIC, Ricardo Costa - irmão do primeiro-ministro - disse que o programa "foi sempre importante para a SIC-Notícias e faz parte da sua história" mas a isso sobrepôs-se a necessidade de "apostar em novos formatos" (os quais, aliás, ainda não foram anunciados).

António Costa foi um dos participantes no programa, entre 2008 e 2014, deixando-o depois de ser eleito secretário-geral do PS. Foi substituído pelo ex-ministro do PS Jorge Coelho.

O programa nasceu na TSF no final dos anos 80 do século passado. Chamava-se "Flash Back" e o primeiro moderador foi o jornalista Emídio Rangel, fundador da estação. Os comentadores políticos eram Pacheco Pereira (o único sobrevivente da fundação do programa), José Magalhães e Vasco Pulido Valente.

Em 2003 saiu do alinhamento da TSF e tornou-se num formato exclusivamente televisivo, já com o nome "Quadratura do Círculo", na SIC. Agora está em vias de se transferir para a TVI 24, com o elenco que tem: Carlos Andrade (moderador), José Pacheco Pereira, Jorge Coelho e António Lobo Xavier (comentadores).

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