Marinha vai receber mais sete navios nos próximos seis a oito anos

O anúncio foi feito por António Costa na cerimónia de batismo do navio de patrulha oceânica Sines, o terceiro da classe Viana do Castelo.

O primeiro-ministro anunciou esta sexta-feira, em Viana do Castelo, a construção de seis navios de patrulha oceânica (NPO) e um navio polivalente logístico (NPL) durante os próximos seis a oito anos.

António Costa falava nos estaleiros da West Sea, na cerimónia de batismo do navio de patrulha oceânica (NPO) Sines, o primeiro dos dois em construção nos estaleiros da subconcessionária dos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

O Sines e o Setúbal - a entregar no início de 2019 - são o segundo par dos navios da classe Viana do Castelo construídos pela indústria portuguesa, estes pela West Sea enquanto o Viana do Castelo e o Figueira da Foz foram fabricados pela antiga empresa pública ENVC.

O chefe do Governo revelou que o investimento nos sete novos navios - inscrito na Lei de Programação Militar (LPM), que está em revisão - traduz o compromisso assumido por Portugal junto da NATO para reforço do orçamento militar até 2024 e adiantou que a construção será efetuada na indústria portuguesa.

"Cada euro investido passará a valer por três porque reforçaremos a Defesa nacional, o sistema científico e o tecido industrial", disse António Costa.

António Costa adiantou que, no total, o setor da construção naval portuguesa terá construído 10 NPO - um programa de reequipamento aprovado há década e meia pelo então ministro da Defesa Paulo Portas - e um NPL, que é lacuna identificada há anos nas capacidades militares do país.

Cada um dos NPO custará 60 milhões de euros e demorará cerca de dois anos a construir.

António Costa disse que hoje "é um dia de parabéns para a indústria portuguesa de construção e reparação naval", que confirma a "vitalidade dos estaleiros" e honra a sua "longa atividade".

O chefe do Governo sublinhou ainda que toda a tecnologia usada foi desenvolvida em Portugal - através do consórcio entre a West Sea e a tecnológica Edisoft - e "está ao nível do melhor que se faz em todo o mundo".

"É um exemplo muito feliz do que pretendemos fazer para reforçar as nossas Forças Armadas", concluiu.

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