O que vai acontecer à herança de 3 mil milhões da duquesa de Alba?

Os seis filhos da duquesa desconfiavam que o novo marido quisesse roubar-lhes a justa parte da herança.

A duquesa Cayetana Fitz-James Stuart, que morreu esta quinta-feira, deixa uma das maiores fortunas de Espanha, a da antiga casa nobiliárquica de Alba. Além de palácios e terrenos, a duquesa tem mesmo o recorde do Guiness para mais títulos nobiliárquicos acumulados: tem 60, mais do que os reis de Espanha.

Em 2011, o património da Casa de Alba rondava os três mil milhões de euros, dos quais mil milhões pertenciam diretamente à duquesa, com o resto sob gestão da Casa.

Entre castelos, palácios, terrenos, obras de arte, jóias e títulos, a divisão da riqueza da Casa de Alba ficou escrita já em 2011, quando a duquesa tinha 85 anos, e o seu romance com Alfonso Diéz estava a começar.

Os seis filhos da duquesa, que teve o seu primeiro marido, opuseram-se à relação, pensando que Diéz, funcionário público, se quisesse aproveitar da riqueza de Cayetana de Alba, e deixá-los desfalcados no momento da repartição da herança.

Foi então no verão de 2011 que foi dividida a grande fortuna de Alba, sendo que a parte da herança que correspondia aos filhos de Alba foi dividida em partes iguais pelos seis. Couberam a cada um cerca de 55,5 milhões de euros. Dos títulos, a maior parte vão para o primogénito, Carlos Fitz-James, que fica responsável pela gestão da Casa de Alba.

Já Alfonso Díez, que se casou com a duquesa no final desse verão e após a divisão da herança ter tido lugar, não teria interesse na riqueza de Cayetana. "Alfonso não quer nada, renunciou a tudo. Só me quer a mim", disse a duquesa de Alba em 2011, citada pela revista Qué. No entanto, ficou acordada uma pensão vitalícia para o duque consorte de dois mil euros mensais.

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