Marilyn Monroe "estava cheia de medo da solidão"

Declarações de Judy Garland, atriz amiga de Monroe, sobre o lado mais íntimo e inseguro do ícone dos anos 50 foram reveladasnum livro de memórias de Sid Luft

O livro de memórias de Sid Luft, marido da atriz Judy Garland, revela novas informações sobre Marilyn Monroe, que costumava frequentar a casa do casal. A icónica atriz dos anos 50 tinha uma relação próxima com Judy Garland, que expôs o lado mais íntimo e inseguro de Monroe, num excerto a que a People teve agora acesso.

Escrito originalmente na publicação Ladies Home Journal, em 1967, e relembrado no livro de Sid Luft, Garland conta o quão conturbada estava Marilyn Monroe, quando ambas foram a uma festa em Hollywood: "Não quero ficar longe de ti. Estou assustada". "Estamos todos assustados, eu também estou", respondeu-lhe Judy Garland. "Se pudéssemos falar... Sei que ias entender", tentou justificar-se Marilyn. "Talvez entenda. Se estás assustada, liga-me e vem ter comigo, que falamos sobre isso."

Contudo, essa conversa nunca chegou a acontecer, tal como explica Garland: "Eu e a Marilyn nunca tivemos a oportunidade para falar. Tive de partir para Inglaterra e nunca mais vi aquele doce e querida rapariga. Quem me dera ter sido possível falar com ela na noite em que morreu."

"Aquela linda rapariga estava cheia de medo da solidão - a mesma situação pela qual também eu já tinha passado", escreveu a atriz no mesmo artigo. "E, tal como eu, ela estava apenas a tentar fazer o seu trabalho - dar cor à vida de algumas pessoas."

Monroe, que morreu em 1962 por overdose, não tentou suicidar-se segundo Garland: "Não acho que a Marilyn tenha tentado fazer mal a si própria. O que aconteceu foi, em parte, porque ela tinha muitos comprimidos por perto e depois porque tinha sido abandonada pelos amigos."

"Não se deve dizer a uma pessoa que esta é completamente irresponsável e depois deixá-la sozinha com demasiada medicação. É muito fácil esquecer-se. Tomam-se uns quantos comprimidos para dormir, acorda-se 20 minutos depois sem se lembrar de quantos já se tomou. Portanto tomam-se mais uns tantos e, de repente, já se tomaram demasiados comprimidos", concluiu Garland.

Na narrativa escrita por Sid Luft, intitulada Judy e Eu e que ficou incompleta devido à sua morte, em 2005, o marido de Garland relembra as últimas impressões com que ficou de Marilyn Monroe: "Ela sentava-se ao pé da lareira e não falava muito, era uma presença silenciosa. Era querida e muito infeliz. Costumava conversar com a Judy e brincava com os nossos filhos."

"A Marilyn estava separada de um dos seus maridos [cujo nome não foi revelado no livro], de quem se queixava ser uma boa pessoa mas que não sabia como fazer amor com uma mulher. Ela tinha esperança de que com o seu novo parceiro esse aspeto da vida dela mudasse quando casassem. Ela estava frustrada e desapontada", acrescentou ainda Sid Luft.

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