Lili Caneças desfilou na ModaLisboa "pela última vez"

Lili Caneças desfilou para angolana Nadir Tati na ModaLisboa, sete anos depois de se estrear na passerelle para Ana Salazar

A socialite portuguesa foi uma das surpresas da 48.ª edição da ModaLisboa. Aos 72 anos, Lili Caneças aceitou o convite da criadora angolana Nadir Tati e desfilou na passerelle com uma criação da estilista. O acontecimento não passou desapercebido e foi um dos momentos mais comentados de todo o evento que ocorreu entre quinta-feira e domingo passados.

Presente no certame desde a primeira edição, Caneças repete, sete anos mais tarde, a proeza de exibir um modelo de um criador nacional. "Já tinha desfilado em 2010 para a Ana Salazar. A primeira vez é sempre a mais impactante, mas pensei que nunca mais iria desfilar", explicou ao nosso jornal.

Lili Caneças afirmou ter aceitado o desafio para lutar contra "a xenofobia que existe, de repente, em todo o lado". "Foi uma espécie de uma posição política para dizer que nós em Portugal e na ModaLisboa não temos qualquer tipo de descriminação racista, sexual ou religiosa". A plateia, disse, reagiu com histeria. "Eu só ouvia: 'Lili faz-me um filho'; 'Lili estás tão linda'; 'Lili casa comigo'".

A ex-mulher do empresário Álvaro Caneças desdobrou-se, ainda, em elogios à estilista angolana. "Ela tem muito bom gosto e é muito criativa. Faz uma coisa que muitos designers não fazem que é arriscar em materiais que à partida são muito difíceis de misturar e resulta. É uma mulher muito inteligente e que está a levar as cores de Angola a tudo quanto é mundo".

Desfilou "sem receios" e "com confiança", mas admite que esta experiência pode ser a última. "Depois de desfilar para a Ana Salazar e Nadir Tati, esta é a minha última vez [a desfilar] na ModaLisboa, porque eu não vou aceitar para mais ninguém". A socialite continuará, no entanto, a assistir enquanto espetadora, como faz há 48 anos.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.