Lídia Brondi trocou a Globo por carreira como psicóloga

A ex-atriz saiu de cena em 1991, após a novela Meu Bem, Meu Mal. Casada com o ator Cássio Gabus Mendes, fez um curso de psicologia e atende vítimas de violência. Foi agora fotografada em público. Tornou-se um dos assuntos do dia no Brasil

Em 1985 participou no histórico Roque Santeiro, como filha de Sinhozinho Malta, em 1988 protagonizou outro marco da TV Globo, Tieta, e pelo meio brilhou como a jornalista Solange Duprat, cuja franja as jovens brasileiras quiseram imitar, noutro megaêxito, Vale Tudo. De sucesso em sucesso ao longo de 17 anos de carreira, chegou em 1990, com 30 anos, a Meu Bem, Meu Mal, onde fez par romântico de Cássio Gabus Mendes, o seu marido na vida real desde Vale Tudo. De então para cá, nada de Lídia Brondi no teatro, na televisão ou no cinema. Até que neste fim de semana se deixou fotografar em público - foi um acontecimento.

No Brasil, começou a constar nos anos 1990 que a ex-atriz sofria de ataques de pânico, o assunto chegou às revistas cor-de-rosa e tornou-se verdade absoluta. Ela, no entanto, nega. "Já me habituei a ouvir as pessoas dizerem que eu estava doente, que eu "pirei", que eu tinha síndrome do pânico e até que tinha morrido, mas simplesmente cansei-me de trabalhar em televisão", afirmou em 2002 à imprensa, quando foi vista por breves minutos no Sambódromo de São Paulo a assistir ao desfile das escolas de samba.

Em 2013, após formalizar a longa relação com Gabus Mendes, divulgou uma foto do casamento, celebrado pelo pai dela, Jonas Resende, que é pastor evangélico. E agora surgiu ao lado do marido num restaurante francês de São Paulo num registo feito pelos funcionários do estabelecimento. A imagem chegou ao portal UOL e foi a mais comentada daquele dia.

Ao contrário de Ana Paula Arósio, outra atriz com a chamada "síndrome de Greta Garbo", numa alusão à atriz sueca que se autoexilou a partir dos anos 40, Lídia encerrou definitivamente a carreira artística e mudou de profissão. Formou-se em 2002 em psicologia pela Pontifí-cia Universidade Católica (PUC), atende num consultório próprio como Dra. Lídia Rezende (Brondi é o apelido materno, Rezende o pa-terno) e faz parte do projeto Prove, programa de atendimento a vítimas de violência social, urbana e doméstica da Universidade Federal de São Paulo.

"Não, ela não "passa texto" comigo em casa, não se anima, está mesmo noutra vibe", disse Gabus Mendes, que continua em plena atividade como ator, sobre a mulher durante uma curta entrevista à revista Época há dois meses. O casal não tem filhos em conjunto mas Lídia, que faz 56 anos no dia 29, é mãe de Isadora, de 31, fruto do seu casamento com o realizador Ricardo Waddington.

Brondi estreou-se em 1975, ainda adolescente, na novela O Grito, mas tornou-se nacionalmente conhecida em 1978 com Dancin" Days, para depois colecionar sucessos. Foi duas vezes capa da Playboy, numa delas, em 1987, auge do êxito, com direito a suplemento.

"Ela simplesmente já não foge das câmaras mas não as persegue. Como explicar isso aos participantes do Big Brother e às centenas de candidatos a subcelebridades?", resumiu o colunista do UOL Tony Goes.

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