Heard em tribunal: "Tenho muito medo do Johnny Depp"

A ainda mulher de Johnny Depp revelou episódios de violência protagonizados pelo ator de 52 anos. Um juiz concedeu uma providência cautelar que afasta Depp de Amber durante 100 dias.

Amber Heard, ainda mulher do ator e músico Johnny Depp, que atuou este fim de semana em Lisboa no Rock in Rio, revelou que vive com medo do protagonista de "Piratas das Caraíbas": "Tenho muito medo do Johnny e temo pela minha segurança", declarou Heard na sessão de concedimento da providência cautelar que entrepôs contra Depp, com a validade de 100 dias.

A atriz de 30 anos já havia iniciado um pedido unilateral de divórcio, no dia 22 de maio, apenas 15 meses depois de se ter casado com o artista e dois dias depois da morte da mãe de Johnny Depp. Heard justificara a ação com "diferenças irreconciliáveis" entre os dois, sem tocar, no entanto, no assunto da violência doméstica. Nesta sexta-feira, a atriz chegou ao Tribunal do Distrito de Los Angeles com marcas na cara, que explicou através do comportamento abusivo e violento de Johnny Depp.

"No sábado, dia 21 abril 2016, eu festejei o meu aniversário com amigos e família em casa [na baixa de Los Angeles]. Quando os convidados se estavam a ir embora, o Johnny chegou, embriagado e drogado. Depois de todos saírem, falamos sobre a sua ausência na celebração do meu aniversário, que depois se tornou numa acesa discussão, que começou com o Johnny a atirar uma grande garrafa de champanhe contra a parede e um copo de vinho na minha direção", começou por contar Heard ao juiz, dando este caso a título de exemplo.

Amber Heard confidenciou que só voltou a ver o seu marido um mês depois, aquando da morte da mãe de Depp. Os dois estavam a ter "uma conversa pacífica" que rapidamente se terá transformado em nova cena de violência: "De repente, o Johnny, que estava embriagado e drogado, começou a ficar obcecado com alguma coisa que não era verdade e o seu comportamento mudou drasticamente. Tornou-se extremamente enraivecido. Eu comecei a temer pela minha segurança e por isso mandei mensagem à minha amiga Raquel, que estava na casa ao lado. Ele exigiu que eu telefonasse ao Tillett Wright [amigo do casal] para comprovar a paranoia e as acusações irracionais do delírio que ele estava a ter."

"Quando o Tillett atendeu, o Johnny arrancou-me o telefone das mãos e começou a insultá-lo. Rodou o braço como se de um lançador de basebol se tratasse e atirou o telefone com toda a força, acertando-me na face. Cobri a minha cara, enquanto chorava pela dor causada. O Johnny chegou-se ao pé de mim e insistiu para ver, sugerindo que o telefone não me tinha acertado. Agarrou-me nos cabelos e puxou-os. Eu gritei 'liga para o 112', esperando que o Tillett estivesse ainda ao telefone", continuou a explicar Amber ao juiz.

As descrições sucederam-se. "A Raquel [uma vizinha e amiga] entrou em casa, com uma chave que eu lhe dera, consegui escapar, pois o Johnny distrai-se com ela. Ele voltou a fazer-me frente, enquanto eu fugia para o outro lado da sala. A Raquel meteu-se no meio de nós e pediu ao Johnny que parasse. Ele afastou-a bruscamente enquanto a insultava. Depois foi para o sofá. Agarrou numa garrafa de vinho que estivera a beber e começou a abaná-la, partindo tudo o que conseguia", concluiu

A resposta dos advogados às acusações de Amber Heard apontam para "uma motivação para um acordo financeiro do divórcio", uma vez que a atriz "teve atenção negativa por parte dos meios de comunicação social" depois do anúncio da separação.

Segundo avança a publicação "TMZ", o casal não assinou um acordo pré-nupcial. Johnny Depp tem uma fortuna avaliada em cerca de 400 milhões de euros, tendo no último ano recebido 30 milhões. Amber Heard fez parte do elenco do filme "A Rapariga Dinamarquesa", que esteve nomeado para vários Óscares.

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