Harvey Weinstein fez lista de 100 pessoas a silenciar

Produtor queria apurar o que se sabia sobre ele e quem o poderia denunciar por assédio

Atores, agentes, produtores. Harvey Weinstein tinha uma lista com cerca de 100 personalidades que queria silenciar. O jornal britânico The Guardian, que teve acesso ao documento, avançou hoje que o objetivo era controlar essas pessoas, perceber o que sabiam e impedir que viessem a público com acusações de assédio sexual.

Já antes a New Yorker revelara que Harvey Weinstein - envolvido num escândalo de assédio sexual em Hollywood cuja lista de acusadores já ultrapassa as 90 mulheres - tinha contratado um "exército de espiões", incluindo antigos agentes da Mossad, para impedir que as alegadas vítimas viessem a público acusá-lo e dar conta das agressões e assédio.

Ao longo de 2016, Weinstein e a equipa que constituiu terão recolhido informações sobre dezenas de pessoas, compilando perfis nos quais constavam detalhes íntimos, com os quais o produtor contava desacreditar e intimidar as mulheres que pretendiam acusá-lo.

Agora, o The Guardian revela a existência de um outro documento, elaborado em 2017, cerca de nove meses antes de rebentar o escândalo. Os nomes que constavam da lista eram os alvos dos investigadores, que deveriam apurar que informações é que estas pessoas tinham. A lista, que inclui 85 nomes e uma adenda com outro seis, leva a crer, conclui o The Guardian, que toda a Hollywood sabia das alegações contra Weinstein e que ninguém o denunciou.

O jornal não revela as pessoas que fazem parte da lista, a não ser aquelas que já vieram a público falar sobre o assédio de que terão sido alvo por parte do produtor, uma das figuras mais influentes de Hollywood.

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