Beyoncé volta a mostrar o que vale no Super Bowl

Se os mais céticos ainda duvidavam do talento de Beyoncé - principalmente depois do "incidente" da tomada de posse de Obama - a cantora voltou a mostrar porque é que é considerada por muitos como a "Rainha da Pop", com uma atuação "eletrificante" no intervalo do Super Bowl, à qual se seguiram mais de 30 minutos às escuras, devido a uma falha na energia elétrica.

Com mais de 50 milhões de discos vendidos a nível mundial, a cantora surgiu no palco do estádio de Nova Orleães completamente vestida de preto, impondo um tom de alguma seriedade. A atuação teve inicio com o hit "Love on Top", que antecedeu um dos maiores sucessos da norte-americana: "Crazy in Love". Uma explosão de fogo-de-artifício surgiu das laterais do palco e Beyoncé arrancou parte da sua camisa e da saia, juntando-se às suas dançarinas para a característica "booty dance".

A confiança da cantora foi crescendo, à medida que esta trabalhava o palco com as suas antigas companheiras da banda feminina "Destiny's Child", numa atuação que durou um total de 13 minutos. De acordo com a imprensa norte-americana, Beyoncé "provou não só que consegue cantar, mas também que sabe entreter". Os media internacionais parecem partilhar da mesma opinião, com o The Independent, do Reino Unido, a afirmar que a cantora "foi muito melhor do que Madonna, que cantou no ano passado" e esteve "milhas à frente dos Black Eyed Peas", que aturam em 2011.

A performance da cantora atingiu o ponto alto quando, de joelhos e pedindo à multidão para colocar as mãos na sua direção, interpretou "Halo". "Obrigada por este momento. Deus vos abençoe a todos", disse Beyoncé. Kelly Rowland e Michelle Williams, companheiras da cantora nas "Destiny's Child" voltaram a subir ao palco para interpretar "Bootylicious" e "Independent Woman".

A cantora destacou-se também pela dança, onde se apresentou coordenada e com rotinas de elevada dificuldade. Destacaram-se as performances de "Single Ladies", "End of Time" e "Baby Boy".

Antes do jogo, que os Baltimore Ravens venceram, Alicia Keys interpretou, ao piano, uma versão do hino nacional - que o seu manager garantiu ser ao vivo. Segiu-se a atuação de Jennifer Hudson, que entoou "America the Beautiful" ao lado de 26 membros do coro da escola Sandy Hook - onde a 14 de dezembro um tiroteio retirou a vida a 20 crianças e a seis adultos. Num desempenho emocional, a atuação - que também foi garantida como sendo ao vivo - levou mesmo alguns jogadores às lágrimas.

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