Ator de 'Segurança Nacional' junta-se à luta contra crise dos refugiados

Depois de visitar vítimas na Grécia, Mandy Patinkin apelou a mais solidariedade por parte dos americanos

A quinta temporada de Segurança Nacional - cujo 12º e último episódio vai para o ar este domingo, nos Estados Unidos - espelhou alguns aspectos da guerra civil na Síria. Mandy Patinkin, que na série dá vida ao oficial da CIA Saul Berenson, também não ficou indiferente ao conflito, motivo que o levou a visitar um campo de refugiados na ilha grega de Lesbos.

O ator, de 63 anos, parceiro do Comité Internacional de Resgate, prestou apoio a milhares de vítimas e fez questão de conhecer algumas das suas histórias. "Eu só queria ligar-me à realidade, em oposição ao mundo fictício em que estava a viver. Queria tornar-me útil àquelas pessoas, que viveram um verdadeiro inferno. Isto podia ter acontecido à minha família há 70 anos, quando escaparam aos Nazis", explicou o ator à Variety.

Um dos momentos mais emocionantes dessa viagem aconteceu quando um barco se aproximou da costa de Lesbos, com vários refugiados, entre os quais um pai que pediu a Patinkin que segurasse a sua filha de cinco anos, enrolada num casaco, enquanto ele ajudava outra vítimas. "Na minha cabeça, pensei 'Por favor, que esta criança esteja viva'", recorda. Segundos depois, respirou de alívio, quando a criança, imóvel e de olhos fechados, apertou o seu dedo mindinho.

Ao regressar ao seu país, Patinkin sentiu-se chocado com a atitude dos seus conterrâneos para com os refugiados sírios. "Não houve um único incidente de terrorismo neste país desde o 11 de setembro cometido por um refugiado político, isto é um facto. As pessoas que estão na lista de terroristas procurados do país podem comprar armas legalmente. Estas são as pessoas de quem deveríamos ter medo, não destes refugiados", criticou.

O ator de Segurança Nacional é uma das figuras mais ativas na angariação de fundos para ajudar as vítimas da guerra civil na Síria. No entanto, apela a que cada um de nós faça mais do que apenas dar dinheiro. "Encontrem um destes campos de refugiados e vão visitar uma família. Tragam-nos a vossa casa para jantar. Passeiem com eles pela vizinhança. Levem-nos à igreja. Façam-nos sentir-se bem-vindos neste país", rematou.

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