Ana Galvão: "A maternidade fez de mim uma mulher interessante"

Ana Galvão escreveu sobre o que mudou em si, a nível físico, após ter sido mãe

"Ser mãe foi a melhor coisa que me aconteceu", começa por escrever Ana Galvão, ex-mulher de Nuno Markl, na crónica que publicou no site de Júlia Pinheiro. Não só porque a tornou numa pessoa melhor, explica, mas porque lhe ofereceu vários "aperfeiçoamentos físicos". "Outrora [a anca] era uma coisa caída e sem graça e que depois de levar o [filho] Pedro pendurado do lado direito, se transformou numa torneada cadeirinha onde ele passou a sentar-se", começa por revelar a radialista de 41 anos.

E o seu corpo, que era "tão insosso", de repente ganhou "entretidos desenhos". "Por baixo do peito, e nalgumas zonas da barriga, apareceram umas linhas simples e abstratas, que algumas teimam em chamar de estrias, que vieram adornar o meu aspeto tornando-o numa obra de arte minimalista", brinca, garantindo ainda que os seus pés "cresceram um número".

Já os seus sentidos, curiosamente, foram apurados. "Primeiro, apercebi-me de que passei a ter a audição de que o meu cão sempre gozou: escutar sons que mais ninguém parecia ouvir. "Um gemido do Pedro, tenho a certeza que é um gemido do Pedro", dizia, perante a incredulidade de todos, que não tinham dado por som algum, e eu tinha sempre razão. O olfato também se refinou muito. O meu poderoso faro passou a identificar cocó específico de uma determinada pessoa", frisa. Ao nível da visão, passou a estar ao nível de "uma ave de rapina". "A precisão e a rapidez não vão, no entanto, para a procura de presas, mas para potenciais perigos para o Pedro. No fundo, uma mentalista de perigos para crianças", escreve, apresentando vários exemplos.

E mais: o seu sentido de moda também levou um toque de requinte. "Eu, que sempre tinha optado por vulgares e chatas camisolinhas monocromáticas, via aparecer adornos repentistas, de formas inesperadas e sempre inovadoras, de bonitos padrões com várias gamas de cores, desde o laranja-sopa ao amarelo-puré-de-fruta, por vezes, ainda, com umas missangas em forma de bagos de arroz ou de esparguete".

Com o seu habitual toque de humor, Ana Galvão termina o texto com palavras dirigidas ao seu filho de seis anos, fruto do casamento de oito anos com Nuno Markl. "Por tudo isto, obrigada, Pedro. Fizeste da mamã uma mulher muito mais interessante, com superpoderes e com uma vida muito mais colorida".

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