Mais de 300 mil portugueses recuperaram da covid-19

Há agora 67 577 pessoas com a doença, no segundo dia consecutivo em que há mais pessoas recuperadas do que a ficarem infetadas.

Depois de na véspera Portugal ter apresentado o número mais baixo de novas infeções em dois meses e o menor número de mortes em cinco semanas, hoje há mais 2436 casos de covid-19 e 63 óbitos associados.

Em relação ao dia anterior os números disponibilizados pelo boletim da Direção-Geral da Saúde mostram mais 337 casos de transmissão e mais 6 óbitos.

Nota para o número de pessoas recuperadas, 5222, num total de 304 825, o que contribui para a queda de casos ativos (menos 2849). Há neste momento 67 577 pessoas diagnosticadas com covid-19.

Também há menos 63 pessoas internadas, mas por outro lado há uma ligeira subida nos pacientes em UCI, mais 6 num universo de 508.

Morreram em Portugal 6254 pessoas com covid-19 desde o início da pandemia. A região Norte, que tem estado no topo dos casos e mortes, regista desta vez 15 óbitos, menos que no Centro (17) e do que em Lisboa e Vale do Tejo (26).

Em contrapartida, o Norte volta a subir a fasquia dos mil novos casos diários, tendo passado de 858 na véspera para 1047. Em termos percentuais as maiores subidas deram-se no Alentejo, de 105 casos novos para 232, e na Madeira, de 16 para 39.

Por cá, um segundo elemento do governo encontra-se em isolamento profilático depois de António Costa: a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, está em isolamento depois de ter tido contacto com uma pessoa infetada pelo novo coronavírus.

Ana Mendes Godinho vai permanecer em isolamento profilático, apesar de ter já realizado um teste cujo resultado foi negativo, de acordo com um comunicado do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

"Apesar de ter efetuado um teste que teve resultado negativo à SARS-CoV-2, a ministra vai cumprir isolamento profilático até ao dia 1 de janeiro, em cumprimento das indicações da autoridade de saúde", lê-se na nota.

O primeiro-ministro está em isolamento depois de ter estado com o presidente francês, Emmanuel Macron, que testou positivo para a covid-19.

OMS discute nova variante

A divisão europeia da Organização Mundial da Saúde (OMS) vai reunir os seus membros para traçar uma estratégia em relação à nova variante do coronavírus detetada no Reino Unido, disse o diretor regional.

A OMS Europa acompanha "de perto a situação" e vai "reunir os estados-membros para discutir a estratégia de teste, redução de transmissões e comunicação sobre os riscos", anunciou o diretor Hans Kluge no Twitter, sem mencionar uma data.

A área da OMS Europa, que inclui 53 países, entre eles Rússia e alguns estados da Ásia Central, registou mais de meio milhão de mortes e cerca de 24 milhões de casos desde o início da pandemia, segundo dados da Organização.

Numa altura em que a preocupação cresce na Europa, depois de ter sido detetada uma nova estirpe do vírus no Reino Unido, tendo levado ao encerramento da fronteira com França e à suspensão ou restrição de voos por 30 países, Israel confirma a morte de uma pessoa que foi reinfetada pelo SARS-CoV-2 por uma nova variante do vírus.

Três meses depois de ter sido infetado pelo novo coronavírus, um homem de 74 anos, residente num lar de idosos, voltou a ser contagiado, mas desta vez por uma nova variante do vírus responsável pela covid-19, acabando por morrer.

Três testes de despiste à covid-19 revelaram que já não estava infetado, mas em novembro voltou a manifestar sintomas da doença, foi novamente internado com problemas respiratórios, acabando por morrer no mesmo dia em que foi hospitalizado. O caso foi confirmado pelo Centro Médico Sheba, localizado perto de Telavive.

A pandemia do novo coronavírus matou pelo menos 1,7 milhões de pessoas no mundo desde que a OMS relatou o início da doença em dezembro de 2019, na China, segundo o levantamento realizado hoje pela agência AFP.

Mais de 77,2 milhões de casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia, dos quais pelo menos 49 milhões se curaram. O número de casos diagnosticados, no entanto, reflete apenas uma fração do número real de infeções.

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