Mais 899 casos de covid-19 e cinco mortes em Portugal. Desde maio que não havia tantos internados

O boletim epidemiológico da Direção-geral da Saúde indica que há 624 doentes hospitalizados, dos quais 86 em unidades de cuidados intensivos.

Portugal registou, nas últimas 24 horas, 899 novos casos de covid-19 (um crescimento de 1,26%) e mais cinco mortes, segundo os dados do boletim epidemiológico da Direção-geral da Saúde (DGS), divulgado esta sexta-feira (25 de setembro). Desde que a pandemia começou no país, em março, foram confirmados 72.055 casos positivos da doença e 1.936 óbitos.

O número de internamentos continua a aumentar. São agora 624 os doentes hospitalizados (mais 36 do que no dia anterior), dos quais 86 estão em unidades de cuidados intensivos (mais um).

Desde maio que não havia tantos doentes internados. A 19 de maio, a DGS indicava que estavam hospitalizados 629 pessoas hospitalizadas.

Há mais 327 pessoas recuperadas da doença, num total de 47.003, e 23.116 casos ativos (mais 567 do que na quinta-feira).

Dos novos casos reportados, 505 foram registados em Lisboa e Vale do Tejo, o que representa 56% do total nacional. A região Norte confirmou mais 263 novos casos, o Centro tem mais 52, o Algarve mais 47 e o Alentejo mais 30. Registaram-se dois novos casos nos Açores e na Madeira não se verificam novos diagnósticos de covid-19.

O boletim da DGS indica que as mortes que ocorreram nas últimas 24 horas ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo (três), no Centro (um) e no Norte (um). Uma das vítimas mortais tinha 78 anos, os restantes tinham mais de 80 anos, informou a ministra da Saúde, Marta Temido, durante a conferência de imprensa sobre a evolução da pandemia em Portugal.

Perante estes dados, a taxa de letalidade é de 2,7% e acima dos 70 anos é de 13,8%.

Portugal está na terceira fase da pandemia, diz ministra. Há 287 surtos ativos

A ministra indicou que o "Norte é a região com mais surtos ativos", sendo que, no total, são 287.

Marta Temido especificou que na região Norte há surtos associados a restaurante na Póvoa do Varzim e Vila do Conde e um surto relacionado com uma viagem turística em Vila Nova de Gaia.

Atualmente há 124 surtos no Norte, 31 no Centro, 93 em Lisboa e Vale do Tejo, 17 no Alentejo e 22 no Algarve, detalhou a ministra.

No que se refere aos lares, "uma situação muito complexa", há 76 residências com casos positivos, sendo que atualmente existem 47 surtos ativos em todo o país. Em abril, eram 365 os lares de idosos com casos ativos, acrescentou a responsável pela pasta da Saúde.

A ministra disse ainda que a taxa de incidência na última semana é de 47,4 novos casos por 100 mil habitantes e a 14 dias é de 89,8 casos por 100 mil habitantes.

O valor médio do Risco de Transmissibilidade (RT), de 16 a 20 de setembro, situa-se nos 1,09 "um pouco mais baixo do que nos dias anteriores", disse Marta Temido. "Temos de ler sempre o risco de transmissão com o número de novos casos", esclareceu.

Os dados da DGS indicam ainda que há 42.785 pessoas que estão em vigilância pelas autoridades de saúde (mais 1.089 do que na véspera).

No total, desde o início da pandemia, foram infetados com o novo coronavírus 32.630 homens e 39.425 mulheres, refere a DGS no boletim epidemiológico. Do total de vítimas mortais, 978 eram homens e 958 mulheres.

Na conferência de imprensa, a ministra da Saúde afirmou que Portugal está a viver uma terceira fase da pandemia, referindo que a situação do país merece outra análise em comparação com o que Espanha está a enfrentar.

De acordo com Marta Temido, o país viveu uma primeira fase "em março/abril, a segunda fase em junho e julho em Lisboa e Vale do Tejo e agora nova situação de aumento da incidência, que acompanha panorama da maioria dos países da Europa".

Teste vai distinguir o novo coronavírus de outras infeções respiratórias, como a gripe

Também esta sexta-feira, ficou a saber-se que Portugal vai ter um teste de diagnóstico que permite "diferenciar o novo coronavírus de outros tipos de infeções respiratórias sazonais", como a gripe, auxiliando os clínicos a realizarem diagnósticos mais precisos revelou esta sexta-feira o diretor médico da Unilabs, a empresa que vai disponibilzar os testes.

"A ideia era tentarmos ter uma ferramenta de diagnóstico que, em simultâneo, nos permitisse diferenciar se é ou não covid-19 e, se não for, qual o vírus que está a causar aquele quadro clínico", afirmou António Maia Gonçalves.

Em declarações à Lusa, o diretor médico da Unilabs Portugal explicou que a ferramenta surgiu no âmbito de uma colaboração com um laboratório sul coreano.

Esta "arma de diagnóstico", que ficará disponível "nos próximos 10 dias", permitirá assim, através de uma única amostra via zaragatoa da nasofaringe depreender se se trata do SARS-CoV-2 ou de outras patologias respiratórias.

O teste, realizado mediante prescrição médica, poderá ser feito nos mesmos locais dos testes covid-19, em 'drive thru' ou algumas unidades da empresa. Resultados ficarão disponíveis entre 24 a 36 horas após a realização deste teste.

Mais de 984 mil pessoas morreram devido à pandemia

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a mais de 980 mil pessoas e infetou mais de 32 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais.

De acordo com o balanço da agência francesa de notícias, hoje às 11:00 TMG (12:00 em Lisboa), já morreram pelo menos 984.068 pessoas e 32.298.410 foram infetadas em 196 países e territórios desde o início da epidemia de covid-19, em dezembro de 2019, na cidade chinesa de Wuhan.

Pelo menos 22.141.000 pessoas já foram consideradas curadas pelas autoridades de saúde.

Com Lusa

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