Mais 3669 casos, o maior número de sempre, e 21 mortes em Portugal nas últimas 24 horas

Pela segunda vez numa semana só, o país volta a ultrapassar a barreira dos três mil casos, 3669 é o mais alto número registado desde o início da pandemia. Só a região Norte teve 2212 casos e Lisboa e Vale do Tejo 1027. O número de mortes baixou para 21, menos dez do que na sexta-feira.

Esta foi a semana que o país viu os casos positivos de covid-19 ultrapassarem a barreira dos três mil casos. E hoje Portugal volta a passar essa barreira com 3669 casos. Duas vez numa semana só. As mortes passaram as duas dezenas, 21, menos dez do que na sexta-feira, dia 23, em que se registaram 31.

O Norte continua a ser a região com maior número de casos, tendo atingido os 2212, Lisboa e Vale do Tejo registou 1027, a região Centro 273, o Alentejo 46 e o Algarve 54.

Portugal soma agora 116 109 casos de covid-19 e 2297 mortes.​ Mas o Boletim de Epidemiológico deste sábado dá conta ainda de mais doentes internados nas unidades de saúde, mais 37, do que no dia anterior, totalizando 1455 doentes. O mesmo acontece com os doentes em Unidade de Cuidados de Intensivos, mais 23 passando o total para 121.

A assinalar há ainda a redução de 431 pessoas que deixaram de estar em isolamento, embora ainda haja 57 024 a cumprir esta medida.

A terceira semana de outubro não foi fácil em termos de pandemia. No entanto, o primeiro-ministro António Costa já deixou claro nesta manhã de sábado que "é prematuro colocar o país em estado de emergência", argumentado que não se trata de uma corrida pequena, mas de "uma maratona".

A ministra da Saúde Marta Temido, por seu lado, já admitiu o que os especialistas vinham a dizer há algum tempo, que a evolução da pandemia pode levar Portugal para os quatro mil ou mais casos diários, o que irá originar maior pressão nos cuidados de saúde, que já vão com 70% da ocupação de camas, e maior número de mortes.

Contudo, esclareceu nesta sexta-feira, que o SNS ainda está confortável, já que "há 1418 camas ocupadas com doentes covid, entre enfermaria geral e unidades de cuidados intensivos, e a capacidade geral é de 18 035 camas".

Esta foi mesmo a semana em que o país registou um aumento de 165% de novos casos em relação à primeira semana de outubro, segundo o Instituto Nacional de Estatística. Os dados do INE mostram que 16 247 novos casos de infeção detetados nos últimos sete dias são o maior número alcançado até ao momento e correspondem a 15,8 novos casos por 10 mil habitantes.

Na quarta-feira, Portugal tinha registado um total de 106 casos confirmados por cada 10 mil habitantes, o que representa um aumento de 33% em relação ao acumulado em 7 de outubro, data de referência do destaque anterior do INE.

Um aumento muito mais significaivo do que aquele que tinha sido registado na primeira fase da pandemia. O INE fez também uma leitura da evolução dos novos casos de infeção com SARS-CoV-2 desde o início de março até ao presente, concluindo que, na altura, houve um "aumento exponencial de novos casos de covid-19, no acumulado de sete dias em 2 de abril com 5618", correspondentes a 5,5 novos casos por 10 mil habitantes, o que quer dizer que a evolução registada neste mês de outubro é superior havendo agora 15,8 novos casos por 10 mil habitantes.

O mesmo está a acontecer no número de mortes, esta semana foi também aquela em que o país registou maior número de mortes. Só nesta sexta-feira foram registadas 31 mortes.

A evolução da pandemia levou a que o governo voltasse a reforçar as medidas restritas. E, no espaço, de uma semana passámos da proibição de ajuntamentos com mais de cinco pessoas ao uso de máscaras obrigatório em espaços fechados e público. Ou seja, até na rua é obrigatório andar de máscara, e será assim até um período de 70 dias, mais ao menos início de janeiro.

Mas as restrições regressara também em termos de mobilidade, para não haver a possibilidade de o vírus sair de concelho para concelho. No próximo fim de semana, com um feriado religioso, estão proibidas as viagens para fora dos concelhos de residência, a não ser por razões de trabalho. A proibição vai desde o dia 30 de outubro até ao dia 3 novembro. E já há quem avance que o Governo se prepara para fazer o mesmo nos feriados de dezembro e, se calhar, na época da semana natalícia.

Neste momento, o Norte é zona onde há maior pressão relativamente ao aumento de casos positivos, há três concelhos Felgueiras Lousada e Paços de Ferreira em estado de calamidade, por duas semanas, para tentarem conter a transmissão. No entanto, em todo o país são 72 os concelhos onde o risco de infeção é muito elevado.

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