MAI vai pedir à PSP análise sobre rede de esquadras em Lisboa e Porto

"Há uma ideia do Ministério da Administração Interna de fazer uma reorganização do dispositivo onde se inclui as duas áreas metropolitanas", afirmou o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna.

O Governo pretende fazer uma reorganização dos dispositivos da PSP no Porto e em Lisboa e vai pedir a esta polícia que se pronuncie sobre a rede de esquadras, disse esta segunda-feira o secretário de Estado da Administração Interna. Na edição de sábado já o DN dava conta desta reorganização das esquadras da PSP em Lisboa. Desde 2012 que fecharam 14 esquadras na capital.

"Há uma ideia do Ministério da Administração Interna de fazer uma reorganização do dispositivo onde se inclui as duas áreas metropolitanas e a questão das instalações e o número de instalações", afirmou à Lusa o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, após ter presidido à cerimónia de tomada de posse do diretor nacional adjunto para a Unidade Orgânica de Operações e Segurança (UOOS) da PSP, Constantino Ramos, e do comandante da Unidade Especial de Polícia, Paulo Lucas.

Antero Luís precisou que a reorganização dos dispositivos dos comandos metropolitanos de Lisboa e Porto da PSP "não está em discussão no seio do MAI", nem com a polícia, mas admitiu que "em determinada altura há de ser colocado".

Questionado se esta futura reorganização vai ter por base um trabalho feito pela PSP em 2012, que propunha à tutela o encerramento de esquadras nas duas maiores cidades do país, o secretário de Estado afirmou que "esse trabalho está hoje desatualizado e não faz sentido retomá-lo".

Antero Luis sublinhou que o MAI ainda não pediu à PSP qual a opinião sobre o estado atual da reorganização do dispositivo, mas esse é um trabalho que vai ser solicitado e dado pelas forças policiais.

O novo diretor nacional da Polícia de Segurança Pública, Magina da Silva, já criticou o excesso de esquadras e defendeu que quantas mais instalações policias existirem, menos polícias há nas ruas para ocorrem às necessidades.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG