8 dos 17 migrantes foragidos já foram detidos. MAI abre inquérito

Autoridades continuam à procura dos restantes nove elementos que ainda se encontram evadidos

As autoridades já encontraram oito dos 17 migrantes que desembarcaram ilegalmente no Algarve e que esta madrugada fugiram de um quartel do exército em Tavira.

"Até ao momento foram capturados oito cidadãos marroquinos" que participaram na fuga do quartel de Tavira onde aguardavam pela aplicação da ordem judicial de afastamento do território nacional, disse à agência Lusa fonte do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Segundo a mesma fonte, o oitavo elemento foi detetado depois das 17:00 em Castro Marim, localidade que faz fronteira com Espanha e que dista cerca de 30 quilómetros do quartel do destacamento de Tavira do regimento de infantaria n.º 1 do exército.

O SEF faz saber que um dos migrantes detidos teve de ser hospitalizado. Ao que o DN apurou, terá partido um pé quando saltou da janela do primeiro andar do quartel.

Os 17 migrantes que fugiram fizeram uma corda com os resguardos dos colchões e saíram por uma janela. Estavam nesta situação quando a PSP detetou a fuga e deu o alarme. Ficaram ainda para trás outros sete, dois dos quais que estavam isolados com covid-19.

Entretanto, os magistrados do Ministério Público das respetivas comarcas onde os migrantes foragidos foram detidos ordenaram que estes ficassem sob custódia do SEF e conduzidos de volta ao quartel do exército em Tavira, disse fonte ao DN.

As autoridades continuam à procura dos restantes nove elementos que ainda se encontram evadidos e que integravam o grupo de 24 migrantes que estavam no quartel, em quarentena, depois de dois deles terem testado positivo à covid-19.

Um dos 17 migrantes que fugiram nesta madrugada também está infetado com covid-19. De acordo com informações recolhidas pelo DN junto a fontes que estão a acompanhar o caso, este migrante testou positivo nesta semana e não estava ainda isolado com os outros dois positivos, detetados logo à chegada deste grupo, proveniente de Marrocos, no dia 16 de setembro.

O SEF indica que foram "acionados no terreno todos os mecanismos necessários para localizar os cidadãos em causa, em articulação com os restantes órgãos de polícia criminal nacionais e espanhóis".

O grupo que em 16 de setembro desembarcou sem documentos na ilha Deserta, em Faro, era composto por 28 migrantes: 24 homens, que estavam instalados no quartel em Tavira, três mulheres, uma delas grávida, e um menor.

As três mulheres foram instaladas na Unidade Habitacional de Santo António, no Porto, enquanto o menor foi entregue ao Tribunal de Família e Menores de Faro.

O ministro da Administração Interna pediu, entretanto, a abertura de um inquérito à fuga dos migrantes, para apurar "as circunstâncias da referida fuga e de eventuais responsabilidades disciplinares de elementos" do SEF e da PSP.

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