Mais de 100 queixas por ano de violência no namoro com vítimas menores

A PSP recebeu o ano passado 118 queixas de vítimas com menos de 18 anos contra os namorados ou ex-namorados. Desde 2015 que estas denúncias superam os cem casos por ano.

Em 2018, a PSP recebeu 118 vítimas com menos de 18 anos que se queixaram dos namorados (43) ou ex-namorados (75). Estas denúncias atingiram as 106 em 2015, baixaram para as 103 no ano seguinte e voltaram a aumentar em 2017 (112) e 2018.

Os responsáveis da PSP referem estudos científicos para argumentar que a "violência domestica em ambiente familiar é propiciador de replicação entre os mais jovens, seja nas suas relações de namoro seja, no futuro, nas suas relações mais próximas". Falam de "violência física, psicológica e/ou emocional, social, sexual e económica".

Estudos que, nos últimos anos, têm fundamentado a realização de ações de sensibilização das autoridades policiais entre a população estudantil.

Esta segunda-feira, a PSP lançou a operação "No Namoro Não Há Guerra", nos vários comandos de todo o país, com ações de sensibilização junto das escolas de ensino básico do 3.º ciclo e ensino secundário. Terminam terça-feira, dia 19, com especial enfoque amanhã, Dia dos Namorados.

Em Lisboa, o programa de amanhã reúne elementos da equipa do Programa Escola Segura e alunos na Escola Profissional Metropolitana - Orquestra Metropolitana de Lisboa. A iniciativa começa às 14:00, com uma canção de autoria dos estudantes "Contra a Violência no Namoro", a que se segue um vídeo sobre o que é violência no namoro e um debate sobre o tema.

A operação nacional faz parte do programa Escola Segura que, desde o ano letivo 2014/2015, tem realizado iniciativas especiais na semana em que se celebra o Dia dos Namorados. Em três anos, participaram 57 300 alunos nestas ações, de 1 317 escolas.

Exclusivos

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.