Homem agrediu, violou e assaltou turista junto a esplanada do Cristo Rei

Agressor agarrou na vítima e atirou-a para dentro de uma casa devoluta, onde a violou. A Polícia Judiciária de Setúbal já deteve o suspeito, que será presente a um primeiro interrogatório durante a tarde desta terça-feira.

Um homem de 39 anos foi detido esta segunda-feira pela Polícia Judiciária (PJ) por alegadamente ter agredido, violado e assaltado uma turista junto à esplanada do Cristo Rei, em Almada. A vítima, com 33 anos e de nacionalidade chinesa, teve de ser transportada para o Hospital Garcia de Orta, em Almada. A informação foi avançada por uma fonte da PJ que acompanhou a investigação.

A cidadã estrangeira estava em visita turística no final deste domingo, sentada numa esplanada junto ao monumento, onde travou conversa com um grupo de três homens de nacionalidade brasileira. De acordo com as autoridades, trocaram nomes, contactos de telemóvel, perfis de redes sociais e despediram-se. Entretanto, a turista dirigiu-se à casa de banho e quando voltou à esplanada foi imediatamente agarrada e levada ao colo por um dos cidadãos brasileiros com quem se tinha cruzado anteriormente.

O agressor, de nacionalidade brasileira, atirou-a para dentro de uma casa devoluta, através da janela, o que provocou ferimentos na vítima. Foi dentro deste edifício que o mesmo a terá sujeitado "a variadas práticas sexuais não consentidas e a abandonou, ausentando-se para parte incerta com o seu telemóvel", lê-se no comunicado da PJ.

A turista agredida apresentou queixa e foi transportada para o Hospital Garcia de Orta.

O agressor acabaria por ser detido esta segunda-feira, na sua casa em Lisboa, depois de identificado pelo Departamento de Investigação Criminal de Setúbal. Segunda fonte próxima da investigação, não terá apresentado resistência. Responde agora por crimes de violação e roubo agravado e será presente a primeiro interrogatório judicial durante a tarde desta terça-feira.

O detido, natural de Salvador da Bahia (Brasil), chegou a Portugal há poucos meses, onde trabalha como pedreiro da construção civil.

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

"Corta!", dizem os Diáconos Remédios da vida

É muito irónico Plácido Domingo já não cantar a 6 de setembro na Ópera de São Francisco. Nove mulheres, todas adultas, todas livres, acusaram-no agora de assédios antigos, quando já elas eram todas maiores e livres. Não houve nenhuma acusação, nem judicial nem policial, só uma afirmação em tom de denúncia. O tenor lançou-lhes o seu maior charme, a voz, acrescida de ter acontecido quando ele era mais magro e ter menos cãs na barba - só isso, e que já é muito (e digo de longe, ouvido e visto da plateia) -, lançou, foi aceite por umas senhoras, recusado por outras, mas agora com todas a revelar ter havido em cada caso uma pressão por parte dele. O âmago do assunto é no fundo uma das constantes, a maior delas, daquilo que as óperas falam: o amor (em todas as suas vertentes).

Premium

Crónica de Televisão

Os índices dos níveis da cadência da normalidade

À medida que o primeiro dia da crise energética se aproximava, várias dúvidas assaltavam o espírito de todos os portugueses. Os canais de notícias continuariam a ter meios para fazer directos em estações de serviço semidesertas? Os circuitos de distribuição de vox pop seriam afectados? A língua portuguesa resistiria ao ataque concertado de dezenas de repórteres exaustos - a misturar metáforas, mutilar lugares-comuns ou a começar cada frase com a palavra "efectivamente"?

Premium

Margarida Balseiro Lopes

O voluntariado

A voracidade das transformações que as sociedades têm sofrido nos últimos anos exigiu ao legislador que as fosse acompanhando por via de várias alterações profundas à respetiva legislação. Mas há áreas e matérias em que o legislador não o fez e o respetivo enquadramento legal está manifestamente desfasado da realidade atual. Uma dessas áreas é a do voluntariado. A lei publicada em 1998 é a mesma ao longo destes 20 anos, estando assim obsoleta perante a realidade atual.