Diretora Regional da Agricultura desloca-se segunda a Mogadouro para avaliar prejuízos

Granizo atingiu vários pontos do concelho e autarquia diz que há prejuízos muito avultados.

A diretora regional de Agricultura e Pescas do Norte disse hoje que se deslocará ao concelho de Mogadouro, no distrito de Bragança, na segunda-feira de manhã, para em articulação com o município avaliar os prejuízos causados pelo mau tempo.

"Já estive a falar com o senhor presidente da Câmara de Mogadouro e na segunda-feira, pela manhã, estarei no concelho, para ajudar a avaliar os estragos causados pela trovada", disse à Lusa Carla Alves.

A partir de domingo, acrescentou, os técnicos da Direção Regional de Agricultura e Pecas do Norte (DRAPN) estarão no terreno para uma primeira avaliação dos prejuízos causados pela trovoada, que se fez acompanhar de chuva e granizo intensos, e ao mesmo tempo decidir as intervenções a fazer.

No entanto, o ministério da Agricultura anunciou este sábado à tarde que está "no terreno" a avaliar os estragos causados pela queda de chuva e de granizo que atingiu vários pontos do concelho.

"Os serviços do Ministério da Agricultura encontram-se no terreno a fazer a avaliação dos estragos causados pela queda de chuva e de granizo que hoje atingiu diversos pontos do concelho de Mogadouro, no distrito de Bragança", indicou o ministério liderado por Luís Capoulas Santos, em comunicado.

A tutela acrescenta que os seus serviços "estão focados na identificação de prejuízos materiais relacionados com situações que possam dar origem à necessidade de restabelecimento do potencial produtivo (infraestruturas de apoio à atividade agrícola e equipamentos)".

Relativamente às culturas, o ministério da Agricultura indica que a queda de chuvas intensas e de granizo constitui um risco coberto pelo sistema de seguros agrícolas de colheitas, que "está disponível para todos os agricultores" e que é subsidiado em 60% pelo ministério.

O ministério da Agricultura indica ainda que já foi emitida uma carta circular destinada aos fruticultores e aos viticultores, indicando "o tipo de intervenção que devem fazer nas culturas, bem como os tratamentos a aplicar, a fim de minimizar os efeitos de eventuais problemas que possam afetar as árvores de fruto e as vinhas na sequência da queda de chuva e granizo".

O presidente da Câmara de Mogadouro, no distrito de Bragança, já tinha avançado que são "muito avultados" os prejuízos no concelho, provocados por trovoada, chuva e granizo, durante a tarde.

"Tenho conhecimento de que há prejuízos muito avultados provocados pelo granizo, não só na vila de Mogadouro, mas em grande parte do concelho. Ainda não é possível contabilizar os estragos já que a informação, só agora, começa a chegar", explicou Francisco Guimarães.

De acordo com o autarca, as pedras de granizo eram quase do tamanho de ovos de galinha.

"Eu nunca tinha visto pedras de granizo deste tamanho. Agora a nossa preocupação é estar com os nossos agricultores que viram as suas culturas perdidas", concretizou.

Segundo José Carrasco, comandante dos bombeiros de Mogadouro, os operacionais foram "solicitados para várias ocorrências em vários pontos do concelho", acrescentando que os maiores prejuízos relatados foram ao nível das culturas agrícolas, em várias aldeias do concelho.

Já o presidente da Junta de Freguesia de Tó, no norte do concelho de Mogadouro, António Marcos, adiantou que o granizo que caiu na sua aldeia, durante cerca de uma hora, provocou danos avultados na agriculta, descrevendo as pedras de granizo como semelhantes a bolas de pingue pongue.

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