Coletes amarelos. Impostas zonas de exclusão aérea nos principais aeroportos

As áreas têm um raio com cerca de seis quilómetros e vão estar em vigor entre as 06 e as 18 horas de sexta-feira.

Os protestos dos coletes amarelos levaram a Autoridade Aeronáutica Nacional (AAN) a criar zonas de exclusão aérea em torno dos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro na sexta-feira, disse ao DN o seu porta-voz.

"Nos termos da lei, por razões de segurança, foram criadas zonas de exclusão aérea" nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, lê-se num um comunicado divulgado esta quinta-feira pela AAN.

Essas zonas irão vigorar entre as 06:00 e as 18:00 horas de sexta-feira "e não afetarão a sua operação", adianta o comunicado.

O tenente-coronel Manuel Costa adiantou ao DN que a decisão - num dia em que o aeroporto inglês de Gatwick tem estado encerrado devido à presença de drones - visa prevenir eventuais perturbações no tráfego aéreo dos três principais aeroportos do país ao longo do dia de sexta-feira.

A AAN é uma estrutura civil que intervém com o apoio das aeronaves e de militares da Força Aérea - apesar de ter sido este ramo militar das Forças Armadas, sem quaisquer competências ou autoridade em território nacional fora do estado de sítio, a assumir a divulgação da informação.

No topo da AAN está o general Manuel Rolo, pelo facto de ser o chefe do Estado-Maior da Força Aérea - a exemplo do que sucede com a Autoridade Marítima Nacional (AMN).

Segundo o porta-voz da AAN, a operação - que também tem uma natureza preventiva e pedagógica - está a ser coordenada com as forças de segurança porque as medidas "são eficazes no solo".

Quanto à Força Aérea, que constitui "o braço armado" da AAN, o seu apoio a essa estrutura vai decorrer "à semelhança do que foi feito" aquando da visita do Papa, adiantou o tenente-coronel Manuel Costa.

A imposição daquelas zonas de exclusão aérea significa que só os aviões e aparelhos autorizados podem operar naquelas áreas com um raio de seis quilómetros e centradas nos referidos aeroportos.